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ONU realiza operação para libertar 11 mil marinheiros no Estreito de Ormuz

OMI inicia retirada de mais de 11 mil marinheiros retidos no Estreito de Ormuz, em cooperação com Irã, Omã e demais estados costeiros, diante do conflito regional

Organização Marítima Internacional informou que operação será realizada em cooperação com Irã, Omã, demais estados costeiros da região, Estados Unidos e o setor marítimo
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  • A Organização Marítima Internacional informou o início, nesta terça-feira, 23, de uma operação para retirar mais de 11 mil marinheiros retidos no Estreito de Ormuz, em cooperação com Irã, Omã, demais estados costeiros, Estados Unidos e o setor marítimo.
  • O objetivo é liberar os passageiros e manter a hidrovia aberta diante do conflito no Oriente Médio.
  • O Irã e os EUA assinaram, na semana anterior, um memorando para encerrar a guerra e avançar negociações mediadas pela Suíça, com Paquistão e Catar, buscando acordo em sessenta dias sobre programa nuclear e sanções.
  • O Irã confirmou que as negociações técnicas terminaram e criou quatro grupos de trabalho; o país negou que tenha convidado inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica para monitorar instalações nucleares danificadas.
  • O governo dos EUA afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto, enquanto o Irã sinaliza mudanças na gestão da passagem, com possibilidade de cobrança de taxas de trânsito estudada por Irã e Omã.

A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou uma operação para retirar mais de 11 mil marinheiros retidos no Estreito de Ormuz, em meio ao conflito no Oriente Médio. A ação envolve cooperação com Irã, Omã, outros estados costeiros, os Estados Unidos e o setor marítimo.

A retirada começou nesta terça-feira, 23, segundo a OMI. O objetivo é liberar tripulações presas em rotas de navegação estratégicas que ligam o Golfo à região central, diante das tensões entre Irã e EUA.

A OMI, agência da ONU, informou que a operação será coordenada com autoridades locais para garantir a segurança e a fluidez do tráfego marítimo. A iniciativa busca reduzir riscos para navios e tripulações na área.

Contexto diplomático e negociações

Na semana anterior, Irã e EUA assinaram memorando para encerrar uma fase de hostilidades, com negociações técnicas em andamento na Suíça desde domingo, 21, mediadas por Paquistão e Catar. O objetivo é um acordo final em 60 dias, com possibilidade de prorrogação.

O Irã divulgou que concluiu as negociações técnicas e criou quatro grupos de trabalho para tratar de questões como o programa nuclear e sanções internacionais. O país nega que tenha autorizado inspeções da AIEA para instalações nucleares.

O governo americano informou que, segundo declarações de seus representantes, houve avanços significativos para manter o Estreito de Ormuz aberto. Em resposta, o Irã ressaltou que o tráfego pela hidrovia estratégica não voltará aos níveis anteriores à guerra.

Perspectivas e impactos regionais

O Irã e Omã anunciaram a intenção de oferecer serviços marítimos sob uma gestão conjunta da hidrovia. Analistas destacam que o tráfego que passa pelo estreito equivale a cerca de 20% das exportações globais de petróleo e pode sofrer mudanças de tarifação.

O principal negociador iraniano ressaltou que o fluxo de navios no Estreito de Ormuz deverá se reconfigurar com novas regras. A declaração abre espaço para alterações em custos de passagem e na governança da passagem marítima.

Durante visita aos Emirados Árabes Unidos, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que nenhum país pode impor pedágios na via internacional. A agenda de Rubio também incluiu demonstração de apoio aos aliados da região.

Paralelamente, o presidente iraniano e o chanceler iraniano viajaram ao Paquistão, conforme a imprensa estatal, em meio a uma cadeia de encontros diplomáticos que visam consolidar acordos e reduzir tensões.

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