- Em Montreal, três pessoas morreram em um tiroteio entre o atirador e a polícia; um agente também morreu no local.
- O atirador escreveu um manifesto de 104 páginas em tom incel, com críticas a feminismo, liberalismo e capitalismo, e pediu “nova sangria”.
- O documento foi publicado online por um veículo de linha extremista e tem sido ligado a possíveis ataques em retaliação, gerando alerta de cópias.
- A polícia de Quebec investiga a possível morte de um civil durante o confronto, com o suposto disparo acidental por um agente destacada em imagens de testemunhas.
- Autoridades federais alertaram agências de que o manifesto incentiva atirar contra policiais, pedindo cautela extrema; o caso ocorre no mesmo mês em que outros agentes já haviam sido feridos em Saskatchewan.
O policial de Montreal, em Camuflagem, trocou tiros com o atirador na região de Côte-des-Neiges, resultando na morte de três pessoas, entre elas um policial e o próprio suspeito. A troca de tiros ocorreu na noite de segunda-feira, seguindo uma investigação de alerta público sobre um ataque potencial. O incidente deixou um policial gravemente ferido e um civil atingido.
O atirador, que usava vestimenta militar, foi interceptado pela polícia após ser visto circulando pela vizinhança. Ao chegar ao local, os agentes ouviram quase 30 disparos durante o confronto. O policial falecido foi identificado como Mohamed Lamine Benredouane, 34 anos, integrado à força desde 2021. O civil morto é Michel Mizrahi, cidadão israelense.
A polícia de Quebec investiga as circunstâncias da morte de Mizrahi, com a agência de fiscalização de conduta a cargo do caso. Testemunhas sugerem que Mizrahi pode ter sido atingido por tiros de policiais, informação ainda não confirmada oficialmente. A BEI acompanha a apuração.
Desdobramentos
A polícia federal canadense emitiu um boletim para todas as forças locais alertando para um manifesto do atirador, considerado por eles como incentivo a atirar contra policiais. O documento de 104 páginas, posteriormente divulgado pela Rebel News, expõe críticas ao feminismo, liberalismo e capitalismo, além de apontar alvos potenciais de violência.
O manifesto cita alvos como grandes bancos, políticos, executivos de saúde privada, empresas envolvidas em impactos ambientais e especuladores de criptomoedas. Também menciona a possibilidade de mirar sedes de empresas internacionais de pornografia.
Na mensagem final, o texto convoca a agressão sem hesitação. As autoridades reforçam a necessidade de cautela extrema e vigilância entre as forças de segurança. O foco inicial das investigações é entender como o documento se espalhou e quem o publicou.
Contexto
O ataque em Montreal é objeto de análise contínua após uma sequência de incidentes ligados a ideologias misóginas extremistas. A cidade já registrou incidentes anteriores com motivações semelhantes e o país acompanha com atenção a evolução do tema. O governo de Quebec decretou luto oficial e ações de apoio às famílias das vítimas.
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