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Reforma em Washington para celebração da independência preocupa Trump

Reforma do espelho d'água em Washington, custo de US$ 14,8 milhões, volta a apresentar algas e descascamento, enquanto críticas questionam custos e cronograma

O espelho d’água do Memorial Lincoln, recém-reformado e tomado novamente por algas, em Washington, nos Estados Unidos. (Foto: JIM LO SCALZO/EFE/EPA)
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  • Reforma do espelho d’água entre o Lincoln Memorial e o Monumento a Washington foi concluída no começo deste mês, com custo de US$ 14,8 milhões, incluindo impermeabilização e pintura de fundo em tom “azul bandeira americana”, para melhorar a reflexão dos monumentos.
  • Logo após, a água apresentou proliferação de algas e ficou esverdeada novamente, enquanto parte do material azul começou a descascar; funcionários do Serviço Nacional de Parques foram acionados para limpar e aplicar produtos químicos.
  • A Casa Branca informou que novos reparos seriam realizados e que o reservatório pode precisar ser esvaziado e reabastecido; cinco pessoas foram presas por vandalismo e outras cinco receberam notificações federais.
  • Um dos presos foi David Hearn, ex-atleta olímpico da canoagem, que negou ter vandalizado o local.
  • Críticos questionam os custos e o andamento das obras, que incluem também reformas no Rose Garden, construção de um salão de bailes, projeto de novo arco monumental, além de intervenções no Lafayette Square e no Jardim dos Heróis Americanos.

O governo de Donald Trump promoveu reformas em pontos estratégicos de Washington para as celebrações dos 250 anos da independência dos EUA, em 4 de julho. Entre as intervenções, destacam-se melhorias no espelho d’água entre o Lincoln Memorial e o Monumento a Washington, consideradas simbólicas para a ocasião.

A obra mais recente no espelho d’água foi concluída no início deste mês, com custo de US$ 14,8 milhões. A reforma incluiu impermeabilização e a pintura do fundo em azul batizado pelo presidente como “azul bandeira americana”, visando realçar o reflexo dos monumentos.

Poucos dias depois, o espaço voltou a apresentar problemas de algas e tons esverdeados, com áreas do acabamento azul descascando. Funcionários do Serviço Nacional de Parques atuaram para limpar, remover algas e aplicar produtos químicos.

Adversários questionam reformas

A Casa Branca informou que novos reparos seriam feitos, com possibilidade de esvaziamento e reabastecimento do reservatório. Cinco pessoas foram presas por atos de vandalismo, e outras cinco receberam notificações federais. Um dos detidos é o ex-atleta olímpico de canoagem David Hearn, que negou ter vandalizado o local, afirmando apenas ter tocado em uma parte já solta.

Críticos apontam custos elevados e contratos de obras sob questionamento, destacando que o projeto do espelho d’água saiu de US$ 1,8 milhão para US$ 14,8 milhões, segundo a Administração. A administração sustenta que a aceleração do cronograma justificou o reajuste.

Além do espelho d’água, Trump promove reformas no Rose Garden, a construção de um salão de bailes na Casa Branca e a proposta de um novo arco monumental na capital. Intervenções em parques, como Lafayette Square, também foram anunciadas, bem como a instalação de um Jardim dos Heróis Americanos no West Potomac Park.

A The Cultural Landscape Foundation, organização de preservação histórica, processou o governo, alegando que a obra iniciou sem as análises exigidas para intervenções em monumentos federais. O Departamento do Interior afirma que as mudanças visam melhorar o reflexo de memoriais e corrigir infiltrações antigas.

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