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Reino Unido quer obrigar redes sociais a destacar conteúdo de imprensa confiável

Governo britânico abre consulta pública para obrigar redes sociais a destacar conteúdo jornalístico de serviços públicos considerados confiáveis, até 31 de agosto

Governo do premiê trabalhista Keir Starmer, que está de saída, abriu consulta pública até 31 de agosto (Foto: NEIL HALL/EFE/EPA)
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  • Governo do Reino Unido abriu consulta pública, com prazo até 31 de agosto, sobre um plano que pode exigir que redes sociais destaquem conteúdo de imprensa “confiável”.
  • O objetivo é que plataformas deem maior visibilidade a jornalismo da mídia de serviço público, incluindo BBC, ITV, STV, Channel 4, S4C e outros provedores considerados confiáveis.
  • O governo afirma que redes sociais são a principal forma de acesso a notícias para 75% dos jovens entre 16 e 24 anos e para mais da metade dos adultos.
  • A consulta é vaga sobre quem seria classificado como “confiável”, descrevendo apenas que os veículos devem seguir padrões editoriais rigorosos e oferecer fatos confiáveis.
  • X, Meta, TikTok e YouTube não se pronunciaram sobre a medida; a agenda ocorre após a decisão de restringir o uso de redes por menores de 16 anos no país.

O governo do Reino Unido, liderado pelo premiê trabalhista Keir Starmer, abriu nesta terça-feira uma consulta pública sobre a possibilidade de exigir que redes sociais destaquem conteúdos de imprensa considerada confiável. A consulta ficará aberta até 31 de agosto.

A medida mira conteúdos de imprensa de serviço público, como BBC, ITV, STV, Channel 4, S4C e 5, além de outros provedores confiáveis. A ideia é tornar esse jornalismo mais visível em plataformas de redes sociais e compartilhamento de vídeos.

Segundo o governo, as redes são a principal forma de acesso a notícias para 75% dos jovens de 16 a 24 anos e para mais da metade dos adultos no país. A política seria motivada pela preocupação com desinformação e com a influência de algoritmos na disseminação de conteúdos.

A nota cita que conteúdos jornalísticos confiáveis ajudam a oferecer entendimento comum e informações básicas para a confiança entre as pessoas. A definição de fontes confiáveis permanece vaga, segundo o texto da consulta.

Procuradas pela Reuters, X, Meta, TikTok e YouTube ainda não se manifestaram sobre a proposta. O tema é discutido em meio a outro esforço do governo de restringir o acesso de menores a redes sociais no país.

Na semana passada, o governo anunciou a adoção de norma para impedir que menores de 16 anos acessem redes sociais. A Meta afirmou que vetos governamentais podem afastar adolescentes de comunidades online seguras e reguladas.

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