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Rússia acusa EUA de abandonar papel de mediador imparcial na Ucrânia

Rússia acusa EUA de abandonar papel de mediador e endurecer sanções; Trump afirma ter tido "boas conversas" com ambos os lados do conflito

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante discurso em Moscou. 27/04/2022
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  • Lavrov acusou os Estados Unidos de abandonar o papel de mediador imparcial nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia, sinalizando maior pressão com sanções à Rússia.
  • A declaração indica deterioração nas relações entre Moscou e Washington.
  • Trump afirmou ter tido “boas conversas” com os dois lados; após encontro com Zelensky à margem da cúpula do G7, sua visão sobre a Ucrânia teria mudado.
  • A União Europeia destinou mais de 72 milhões de euros para fornecer equipamentos à Ucrânia.
  • Os Estados Unidos, com os aliados do G7, devem ampliar as entregas de defesa aérea à Ucrânia e manter ou restabelecer restrições econômicas, incluindo medidas sobre o petróleo russo, em breve.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou os EUA nesta terça-feira (23) de abandonar o papel de mediador imparcial nas negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. A fala ocorreu em Moscou e sinaliza uma deterioração nas relações entre Moscou e Washington.

Lavrov declarou que as ações dos EUA indicam que não pretendem mais ser um mediador neutro, optando por ampliar sanções contra a Rússia. O chanceler também criticou o apoio militar europeu a Kiev, dizendo que o continente volta a representar uma ameaça à segurança internacional.

A União Europeia tem sido fonte significativa de recursos para a defesa da Ucrânia, destinando mais de 72 milhões de euros para equipamentos. A guerra, iniciada em 2022, é o conflito mais intenso na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Desdobramentos

A saída de um papel de mediação ocorre em meio a negociações que avançaram pouco nos últimos meses, segundo relatos. Em recente contexto, Trump mencionou ter tido “boas conversas” com as partes do conflito, sem detalhar acordos.

Durante a semana passada, Trump se reuniu com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky à margem de uma cúpula do G7. Segundo a CNN, o encontro durou cerca de 20 minutos e levou o ex-presidente a mudar a percepção sobre a resistência ucraniana.

Após o encontro, Trump e outros líderes do G7 reforçaram o apoio a Kiev, com aumento das entregas de defesa aérea e elevação da pressão econômica sobre a Rússia por meio de sanções. Washington também sinalizou que pode restabelecer rapidamente restrições ao petróleo russo, que haviam sido suspensas temporariamente.

Contexto geopolítico

A situação na Ucrânia permanece sem definição clara, com impactos sobre a segurança europeia e as relações entre Rússia e EUA. A posição de Lavrov contrasta com declarações recentes de Washington sobre apoio contínuo a Kiev. As informações sobre caminhos diplomáticos variam conforme as fontes.

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