- O ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que o país está pronto para retomar as negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, cujas últimas conversas ocorreram em fevereiro.
- Lavrov afirmou que Moscou está disposto a conversar com Kiev, mas não sinalizou mudanças nas exigências russas, incluindo a cessão da região restante do Donbas.
- O presidente russo, Vladimir Putin, disse não ver motivos para conversas diretas com Volodymyr Zelensky, citando ataques de Kiev contra alvos civis na Rússia.
- Analista Ricardo Cabral disse que, com o novo ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, os ataques da Ucrânia ficaram mais pesados, mirando refinarias, estradas, túneis e fábricas com apoio de inteligência artificial.
- O especialista aponta que a Rússia tende a não aceitar negociações até neutralizar esses ataques mais fortes que os ucranianos têm feito.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia afirmou que o país está pronto para retomar as negociações de paz com a Ucrânia. Moscou mantém as exigências anteriores, rejeitando condições vistas como ultimatos. As negociações mediadas pelos Estados Unidos ocorreram pela última vez em fevereiro, antes do início do conflito atual.
Lavrov enfatizou que a Rússia está disposta a conversar com Kiev, mantendo as condições já apresentadas. Entre elas, está a recuperação de áreas sob controle russo no Donbas, o que permanece como ponto-chave das tratativas.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que não vê motivos para conversas diretas com Volodymyr Zelensky, citando ataques ucranianos contra alvos civis na Rússia. A declaração foi feita na terça-feira, em meio a críticas sobre a escalada do conflito.
Análise sobre o momento das negociações
Especialista em segurança e estratégia internacional, Ricardo Cabral, explicou que as ações ao longo dos últimos meses passaram a envolver ataques mais pesados, com uso de tecnologias de inteligência artificial. Segundo ele, Kiev mira refinarias, estradas, túneis e fábricas, ampliando o impacto sobre a infraestrutura russa.
Cabral aponta que, desde a mudança no comando do Ministério da Defesa ucraniano, os ataques ganharam intensidade. A Rússia, por sua vez, tem mantido a posição de não abrir espaço para negociações sem neutralizar essa ofensiva.
A tendência observada é de que as negociações permaneçam estagnadas enquanto o Kremlin não perceber um recuo significativo das ofensivas ucranianas. O cenário internacional segue monitorando os desdobramentos para avaliar impactos diplomáticos e humanitários.
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