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Sem mísseis, Irã seria como Gaza, afirma presidente

Presidente do Irã afirma que, sem mísseis, o país seria como Gaza; o programa balístico é inegociável

Masoud Pezeshkian durante uma visita ao Paquistão
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  • O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que, sem mísseis, o país seria “exatamente como Gaza” e reiterou que o programa de mísseis balísticos é inegociável.
  • Durante visita ao Paquistão, ele afirmou que, sem as defesas de mísseis, Israel e os Estados Unidos teriam arrasado o Irã, sem piedade de idosos nem de jovens.
  • O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não menciona mísseis balísticos e criticou a ideia de dois pesos e duas medidas.
  • Teerã já lançou centenas de mísseis e milhares de drones contra vizinhos do Golfo e contra Israel; o desenvolvimento dos mísseis começou na década de oitenta para compensar defesas aéreas fracas.
  • Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, parece ter suavizado a posição, sugerindo que, se outros países possuem mísseis, o Irã também poderia ter alguns.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira 23, que o país seria “exatamente como Gaza” sem os mísseis, destacando que o programa de mísseis balísticos é inegociável. A declaração ocorreu durante visita ao Paquistão.

Pezeshkian destacou que as capacidades defensivas com mísseis seriam cruciais para evitar ataques de Israel e dos Estados Unidos, segundo o relato da sua viagem. Ele repetiu que não negocia as defesas do país.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse que o acordo preliminar entre EUA e Irã, com mediadores, não aborda mísseis balísticos. Sharif afirmou que não pode haver tratamento desigual entre países.

Contexto histórico e relação com a região

Teerã já lançou centenas de mísseis e milhares de drones em conflitos com vizinhos do Golfo e com Israel, em períodos de tensão regional. O programa de mísseis foi desenvolvido para compensar defesas aéreas fracas durante a guerra com o Iraque nos anos 1980.

Nos últimos dias, a posição dos EUA sobre o programa iraniano tem repercussões nas negociações envolvendo o acordo nuclear, com a pauta de mísseis balísticos surgindo como questão não incluída no entendimento preliminar, segundo fontes oficiais.

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