- Londres realiza a maior London Climate Action Week, em meio a calor acima de 35°C e alerta vermelho do Met Office.
- A semana segue com foco em resultados concretos, em meio à renúncia do primeiro-ministro britânico e à saída dos EUA do Acordo de Paris.
- Economicamente, cada grau acima de 30°C custa cerca de US$ 1,30 por hora de produção por trabalhador; o verão passado tirou 43 bilhões de euros da produção europeia.
- A Global Cooling Initiative projeta poupar até US$ 43 trilhões em energia e infraestrutura e proteger três bilhões de pessoas até 2050.
- A presidência da COP30 enfatiza que governança e financiamento são gargalos; o Uruguai mostra ganho de empregos com renováveis e a ONU destaca que a transição depende de ações compartilhadas.
O London Climate Action Week, maior edição já realizada, acontece em Londres sob calor extremo. Mais de mil eventos mobilizam gente para cobrar ações efetivas, não apenas debates. O evento ocorre com temperaturas acima de 35°C e o primeiro alerta vermelho de calor emitido pelo Met Office.
A semana, cujo lema é cooperação climática num mundo fragmentado, ocorre em meio a um cenário político turbulento. O anúncio de renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer e a retirada dos EUA do Acordo de Paris elevam a pressão por resultados concretos.
Essa edição foca a entrega prática da transição energética, deslocando o eixo do convencimento para a aceleração de ações. Economistas destacam custos da inação, enquanto organizações e autoridades destacam ganhos potenciais com renováveis e eficiência.
Contexto político e econômico
Laurence Tubiana aponta a necessidade de mais seriedade política e institucional, não apenas debates. Estudos citados sinalizam custos por grau de calor e ganhos com a transição. A Allianz Trade estima produtividade perdida com calor, enquanto a Global Cooling Initiative aponta economia de energia e proteção de pessoas.
Ana Toni, CEO da COP30, reforça que o desafio é superar gargalos logísticos e institucionais. Dados da ONU indicam queda de custos da energia solar, eólica e baterias desde 2010, fortalecendo o viés de investimento em energia limpa frente aos fósseis.
A presidência da COP30 utiliza a semana para mostrar que a agenda climática exige cooperação e divisão de responsabilidades entre governos, setor privado e sociedade civil. A experiência do Uruguai é citada como exemplo de ganhos com renováveis e criação de empregos.
Perspectivas e próximos passos
A agenda londrina prevê a Cúpula Global de Transição Energética, o mapa contra o desmatamento até 2030 e a Cúpula de Financiamento para Resiliência Climática de Londres. Também está prevista uma discussão internacional sobre o afastamento dos combustíveis fósseis.
O encerramento da semana reunirá lideranças de COP29, COP30 e COP31 em uma Missão Belém, mirando 1,5°C e fortalecendo cooperação entre países. Antiga a ideia de que ações locais sustentam avanços globais, com foco na entrega de resultados.
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