- O Digital Sovereignty Index avalia a capacidade de 86 países de controlar infraestrutura digital, dados e tecnologias estratégicas.
- China lidera com 98,43 pontos, França fica em segundo com 92,18 e Rússia em terceiro com 89,06; os Estados Unidos ocupam a quarta posição.
- A China apresenta modelo integrado entre governo, indústria e plataformas digitais, com alta autonomia, exceto na produção de semicondutores avançados.
- França representa o modelo europeu, usando regulação, proteção de dados, cibersegurança e nuvem soberana para assegurar autonomia.
- O Brasil está em 48º lugar, com 57,8 pontos, ainda dependente de infraestrutura tecnológica estrangeira, apesar do ecossistema digital crescente.
O Digital Sovereignty Index (DSI) publicou um ranking global que avalia a capacidade de 86 países de controlar infraestrutura digital, dados e tecnologias estratégicas. O estudo analisa quatro dimensões: hardware, software, cognição e governança. O objetivo é medir o grau de autonomia tecnológica de cada nação.
A divulgação mostra como a soberania digital se consolidou como um dos principais indicadores de poder no século 21. Países com fortes estratégias de regulação, investimento em infraestrutura e desenvolvimento de capacidades próprias ganham destaque no ranking.
Entre os líderes, China, França e Rússia ocupam as primeiras posições, com modelos diferentes de governança. Os Estados Unidos aparecem na quarta colocação, apesar da influência de suas grandes empresas de tecnologia.
Principais resultados
A China lidera com 98,43 pontos, segundo o índice. O estudo aponta um ecossistema tecnológico integrado entre governo, indústria e plataformas nacionais, o que aumenta a autonomia em IA, software e governança digital. Ainda assim, a produção de semicondutores avançados não é plenamente dominada.
A França fica em segundo lugar, com 92,18 pontos, representando o modelo europeu de soberania digital. A estratégia destaca regulação, proteção de dados e nuvem soberana, com forte influência de normas como o GDPR.
A Rússia soma 89,06 pontos, na terceira posição. O relatório aponta que sanções econômicas recentes aceleraram o desenvolvimento de plataformas e infraestrutura próprias, com ênfase na substituição de tecnologias externas.
E o Brasil?
O Brasil ocupa a 48ª posição, com 57,8 pontos. O estudo destaca um mercado digital robusto e um ecossistema de inovação em crescimento, mas ressalta dependência de infraestrutura tecnológica estrangeira. Quatro dimensões foram avaliadas: hardware, software, cognição e governança.
A nota indica desafios para ampliar investimentos em tecnologia estratégica e reduzir a dependência de plataformas externas. O documento ressalta a necessidade de políticas para fortalecer pesquisa, formação de talentos e infraestrutura crítica.
O mesmo relatório reforça que a soberania digital envolve competitividade econômica, segurança nacional e influência geopolítica. Em um cenário cada vez mais conectado, controlar dados e infraestrutura é estratégico para o equilíbrio global.
Entre na conversa da comunidade