- Há dez anos, o Reino Unido votou pela saída da União Europeia, evento que impulsionou temores de que outros países fizessem o mesmo.
- Ao contrário do esperado, o Brexit parece ter tido efeito oposto, servindo de exemplo sobre as consequências de deixar o bloco.
- Países do leste da Europa passaram a buscar adesão, com a União Europeia abrindo talks de adesão com a Ucrânia e Moldova neste mês.
- Figuras euroscéticas, como Marine Le Pen e Viktor Orbán, passaram a defender reformar a UE por dentro, não sair.
- A reportagem destaca que o debate atual aponta para mudanças no debate sobre a integração europeia, com foco em reformas internas.
O Reino Unido completou dez anos desde o plebiscito que decidiu pela saída da União Europeia. A votação, realizada em 23 de junho de 2016, marcou uma ruptura sem precedentes na ordem europeia. Analistas avaliavam riscos de desindustrialização e queda de peso político do país.
Décadas de integração foram revisitadas, com impactos ainda debatidos. O Brexit gerou debates sobre cooperação comercial, fronteiras e padrões regulatórios. Estudos indicam efeitos mistos para a economia britânica e para as relações com a UE.
Ao longo do tempo, a percepção sobre o Brexit sofreu alterações. O tema passou a ser referência para decisões de outros países e para reformas internas na União Europeia, sobretudo em políticas econômicas e de segurança.
Expansão de adesão no Leste
Este mês, Bruxelas abriu conversas formais de adesão com Ucrânia e Moldova, sinalizando uma mudança de foco para países da Europa Oriental. O movimento ocorre em meio a tensões geopolíticas e a uma agenda de integração regional.
Mesmo entre figuras céticas à EU, há chamados para mudanças internas em vez de saídas completas. Líderes como Marine Le Pen, na França, e Viktor Orban, na Hungria, defenderam reformar o bloco por dentro, não abandonar a UE.
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