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Vaticano nega sermões de mulheres durante missas

Vaticano mantém regra de homilia exclusiva a padres ou diáconos; pedido alemão busca ampliar participação de leigos na missa

"A reserva da homilia a um padre ou diácono deriva da própria natureza da liturgia", disse o Vaticano
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  • O Vaticano rejeitou o pedido da Conferência Episcopal Alemã para que leigos proferissem sermões durante as missas, mantendo a homilia restrita a padres ou diáconos.
  • O dicastério responsável afirmou que a disciplina não pode ser dispensada e que a função da homilia está ligada à natureza da liturgia.
  • O pedido foi apresentado pelo presidente da Conferência Episcopal Alemã, Heiner Wilmer, no início deste ano, como forma de ampliar a participação de leigos e ouvir discursos de mulheres.
  • A discussão ocorre em meio ao Caminho Sinodal, movimento de reforma na Igreja na Alemanha, que defende maior participação leiga.
  • A Igreja Católica na Alemanha vem perdendo fiéis: de 2024 para 2025 houve queda de 550 mil, totalizando 19,22 milhões de católicos, 23% da população.

O Vaticano negou o pedido da Conferência Episcopal Alemã (DBK) para permitir que leigos proferissem homílias durante as missas. A decisão saiu do dicastério responsável pelo Culto Divino e pela Disciplina dos Sacramentos. O motivo é a natureza litúrgica da missa.

Segundo o comunicado oficial, a função de pregar na missa cabe exclusivamente a padres ou diáconos. A igreja sustenta que a prática da homilia está intrinsecamente ligada à pessoa do sacerdote durante o culto. A nota afirma que a disciplina atual não admite desvios.

A Alemanha vinha discutindo ampliar a participação de leigos como forma de apoiar a reforma da igreja no país. A DBK argumentava que muitos fiéis e bispos defendem que leigos podem oferecer reflexões relevantes para a liturgia.

O debate ganhou impulso com a ideia de incluir mulheres na pregação, tema criticado por alguns setores. Teólogos leigos têm pregado em igrejas alemãs mesmo sem autorização para missas, em meio ao movimento do Caminho Sinodal.

Órgãos europeus e norte-americanos também acompanham o desdobramento, que ocorre em meio a uma queda de fiéis na Alemanha. Entre 2024 e 2025, a igreja registrou perda de cerca de 550 mil fiéis, restando 19,22 milhões (23% da população).

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