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AIEA fará inspeções nucleares no Irã, afirma diretor; regime nega

AIEA diz que inspeções nucleares no Irã serão realizadas; Irã nega acordo e mantém posição de não cooperação

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, em evento em Viena no começo de junho (Foto: CHRISTIAN BRUNA/EFE/EPA)
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  • O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que a agência voltará a inspecionar instalações nucleares do Irã.
  • O Irã negou qualquer acordo para permitir a entrada de inspetores da AIEA.
  • Grossi citou um memorando de entendimento entre EUA e Irã, o Memorando de Islamabad, que orienta a supervisão das atividades nucleares.
  • A declaração ocorreu durante coletiva na usina nuclear de Fukushima, no Japão.
  • O Irã disse que mudanças nesse tipo de acesso dependem de um acordo final e de ações dos EUA para encerrar sanções.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que a organização retomará inspeções em instalações nucleares do Irã. A declaração foi feita nesta quarta-feira, durante coletiva na usina nuclear de Fukushima, no Japão.

Grossi mencionou um memorando de entendimento assinado entre Estados Unidos e Irã, referente a diretrizes para encerrar o conflito entre os dois países. Segundo ele, o acordo estabelece que as atividades com material nuclear serão supervisionadas pela AIEA, sem margens para dúvidas.

Ele indicou que as inspeções ocorreriam em prazos ainda não definidos, mas ressaltou que o processo “vai acontecer”. A fala ocorreu após críticas a declarações políticas relativas à presença de inspetores da AIEA no Irã.

O Irã nega acordo e ressalta condições

Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que não houve qualquer acordo para permitir a entrada de inspetores. Disse que não houve reunião com Grossi na Suíça e que não há plano para acesso a instalações atacadas ou a material nuclear.

O vice-ministro explicou que decisões sobre inspeções dependem de um acordo final entre as partes e de ações concretas dos Estados Unidos para encerrar sanções. Reiterou que não é possível adotar política de “agitar e tomar o controle” apenas com pressão midiática.

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