- Ativistas de uma flotilha rumo a Gaza afirmam ter sofrido abusos graves durante a interceptação israelense e descrevem cárcere em contêiner no navio, com agressões físicas e humilhações.
- França e Itália abriram investigações por tortura e crimes de guerra para apurar responsabilidades; a Austrália também planeja investigar; Israel nega as acusações.
- Relatos indicam prisões algemadas, choques com pistolas taser, agressões sexuais e espancamentos, ocorridos durante a interceptação e também após desembarque em Israel.
- Os ativistas destacam condições degradantes: calor intenso, água, higiene precária, dormidas em superfície metálica e passagem de tempo em áreas cercadas por arame farpado; vídeo de um contêiner divulgado pelo governo israelense gerou polêmica.
- Alguns dos envolvidos, vindos de França e Austrália, afirmam que permanecem sob custódia em Israel e que vão depor em investigações internacionais, incluindo a francesa contra-terrorismo.
Dois-três ativistas pró-Palestina denunciam abusos durante a interceptação de uma flotilha que seguia para Gaza. Segundo eles, a operação ocorreu quando a flotilha foi abordada por uma lancha israelense em águas internacionais, em 2026, e resultou em maus-tratos durante a detenção a bordo e após desembarque.
Os relatos apontam que, ao subir a bordo, os voluntários foram contidos de maneira física e imobilizados com as mãos atadas. Eles relataram choques, humilhações e instruções para ficar de cabeça baixa, além de condições de transporte em espaços fechados e escuros.
Entre os descreventes estão Meriem Hadjal, Noé Tissot e Malika Baouya. Eles afirmam ter sido separados, algemados individualmente, e conduzidos a um contêiner de abrigo numa área de navegação. A narrativa inclui violência física, abuso sexual e tratamento degradante.
A defesa israelense nega as acusações, afirmando que o tratamento aos interceptados é adequado e que não houve violação de princípios humanitários. O exército sustenta que houve manejo adequado dos detidos até a entrega às autoridades.
França e Itália anunciaram investigações judiciais por tortura e crimes de guerra, com o objetivo de apurar responsabilidades. A Austrália informou que também abrirá apuração sobre os fatos envolvendo a flotilha.
Desdobramentos jurídicos e versões
Os relatos divergentes chegam a público após imagens divulgadas por autoridades israelenses, que mostram a movimentação de detidos no convés. A denúncia internacional ganhou repercussão, com relatos de lesões, fraturas e agressões diversas.
Entre as vítimas estão ativistas de várias nacionalidades, incluindo França, Grécia e Austrália. Eles dizem ter sido transferidos para a prisão de Ktziot, no sul de Israel, onde alegam novos maus-tratos, o que é negado por autoridades locais.
Um dos denunciantes descreveu danos na cabeça, no peito e nas costas, enquanto outro relatou uma fratura na costela após uma agressão. Existem relatos de agressões que teriam ocorrido em áreas fechadas e sem acesso imediato a água ou alimentação adequadas.
Paralelamente, as autoridades estrangeiras investigam possíveis violações de direitos humanos durante a intervenção. As apurações visam esclarecer responsabilidades e circunstâncias que motivaram os incidentes relatados pelos ativistas.
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