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Calor extremo afeta ferrovias na Europa

O calor extremo dilata trilhos e linhas de energia, sobrecarrega ar-condicionado e provoca atrasos e cancelamentos em ferrovias de diversos países europeus

Calor extremo causa problemas em trilhos e no sistema de eletrificação de trens na Europa
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  • O calor extremo causa atraso e cancelamento de trens em vários países europeus, com trilhos, linhas de energia e ar-condicionado sobrecarregados.
  • No Reino Unido, a Network Rail impôs restrições de velocidade; a Eurostar cancelou quatro trens entre Londres e Paris; a operadora holandesa NS reduziu serviços.
  • Na França e na Bélgica houve cortes de serviço; a SNCF suspendeu 10% dos trens na região de Paris para evitar deformações dos trilhos; a SNCB retirou trens sem ar-condicionado em horários de pico.
  • As linhas aéreas de energia podem ceder com a expansão do metal sob calor, elevando o risco de engatar pantógrafos e causar paralisias; os trilhos também podem dilatar e se tornar perigosos.
  • Soluções em estudo incluem monitorar a temperatura dos trilhos para impor limites de velocidade, pintar trilhos de branco para refletir calor e usar linhas de energia mais estáveis, com mais sensores.

A onda de calor extremo está atrasando e suspendendo trens em vários países europeus, com impactos em trilhos, linhas de eletrificação e sistemas de ar-condicionado. A elevação súbita de temperatura aumenta o risco de deformação de trilhos e falhas na rede.

Trabalhadores alertam que o calor intenso derruba capacidades, aumentando o tempo de viagem e forçando cancelamentos. Em várias nações, serviços de alta velocidade enfrentam limitações para manter segurança e confiabilidade.

No Reino Unido, a Network Rail impôs velocidade reduzida; a Eurostar cancelou quatro serviços entre Londres e Paris. Na Holanda, a NS também cortou trechos por causa do calor. França e Bélgica seguem com precauções em redes antigas.

O que está causando o problema

Trilhos que se dilatam sob o sol e linhas aéreas de energia que cedem quando o metal expande elevam o risco de falhas. Em paradas exclusivas, postes e cabos podem se desalinhar, interrompendo a circulação.

Sistemas de ar-condicionado em composições ficam sobrecarregados; em alguns casos, o superaquecimento faz o equipamento desligar automaticamente, levando a cancelamentos em trechos mais sensíveis.

Especialistas destacam que a situação é atípica porque o calor persiste por dias, sem recuo noturno, com previsões de novas jornadas acima de 40 °C. Os trilhos podem chegar a 60 °C, ampliando riscos de empenamento.

Medidas e cenários futuros

Uma opção é monitorar com mais precisão a temperatura dos trilhos para impor limites de velocidade em vez de cancelamentos amplos. Em alguns países, pretende-se instalar sensores adicionais.

Outra alternativa é pintar trilhos com tinta refletiva para reduzir a absorção de calor. Especialistas estimam que a medida pode diminuir entre 5 e 10 °C da temperatura das vias.

Há ainda estudos sobre linhas de energia mais rígidas, menos suscetíveis a ceder com o calor. França já implementa trechos de alto tráfego com esse formato, com planos de ampliar gradualmente.

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