- O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette, defende Márcio França como candidato ao governo de São Paulo, dizendo que a candidatura fortalece a legenda e aumenta o número de deputados.
- França, ex-governador, é visto como pessoa com potencial para manter a eleição aberta para um segundo turno, especialmente pelo interior do estado.
- O atual governador Tarcísio de Freitas disputará a reeleição e lidera as pesquisas; Kim Kataguiri e Paulo Serra desistiram de concorrer.
- Lula deve mediar a situação, com expectativa de reunião entre Lula, Haddad e França para tratar do tema na quarta-feira, 24 de junho de 2026.
- França continua como pré-candidato ao Senado, mas também se coloca à disposição para compor com Haddad ou mesmo ocupar a vaga de vice na chapa do PT.
O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette (SP), defendeu a candidatura de Márcio França ao governo de São Paulo. Apoiando a ideia, ele afirmou que a presença de França pode ampliar o número de deputados da legenda e manter o palanque do partido no estado. A avaliação é de que a candidatura própria fortalece a atuação eleitoral.
França, ex-governador de São Paulo, é visto pelo PSB como alguém com experiência para compor o cenário paulista. Donizette destacou que França já tem histórico político e desempenho em pesquisas, argumentando que não se deve descartar a possibilidade de disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O foco seria ampliar a representação do PSB.
O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, concorre à reeleição e lidera as sondagens. Em meio a mudanças de cenários, Kim Kataguiri (Missão-SP) e Paulo Serra (PSDB) deixaram a disputa. Segundo Donizette, esse novo quadro pode abrir espaço para uma candidatura adicional.
FATOR LULA
A eleição em São Paulo é estratégica para a reeleição do presidente Lula. No estado, o PT registrou aumento de 4,3 milhões de votos a mais em 2022, em comparação a 2018, fortalecendo a indicação de Haddad ao governo e a atuação de Lula no território.
França projeta-se também como pré-candidato ao Senado, com possibilidade de uma composição com Haddad. Há, porém, também disposição para ocupar a vaga de vice na chapa petista. A proximidade com Lula é vista como chave para o desfecho do cenário paulista.
A sinalização de França gerou desconforto no PT. Dirigentes petistas classificaram a movimentação como inoportuna, o que levou a uma tensão interna. Ainda assim, Donizette afirma que Lula deve mediar a situação e orientar movimentos que atendam aos interesses partidários.
A expectativa é de que Lula receba Haddad e França para uma conversa programada para esta quarta-feira. A reunião pode definir se há consenso ou se persiste a possibilidade de candidatura paralela no estado. A negociação é acompanhada de perto por lideranças nacionais.
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