- O Senado aprovou por 50 votos a 48 uma resolução concurrent que determina ao presidente Donald Trump encerrar a ação militar contra o Irã; a medida é simbólica e não tem força legal.
- A resolução já havia sido aprovada pela Câmara dos Representantes, com apoio de republicanos, refletindo uma reprovação bipartidária à Casa Branca.
- Quatro senadores republicanos votaram contra: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy.
- A votação não exige assinatura do presidente e pode levar a questionamentos jurídicos sobre os poderes de guerra entre Congresso e Executivo.
- A discussão ocorre num momento em que pesquisas indicam que a maioria dos americanos não vê valor na guerra contra o Irã e teme custos econômicos.
O Congresso dos EUA aprovou nesta terça-feira uma resolução de caráter simbólico que determina ao presidente Donald Trump encerrar a ação militar norte-americana contra o Irã. A iniciativa ocorreu após ataques de EUA e Israel contra o Irã em fevereiro e busca sinalizar divergência com a Casa Branca. A votação ocorreu no Senado, com apoio de democratas e quatro republicanos.
A resolução, do tipo concurrent e sem força legal vinculante, não exige assinatura de Trump e não vira lei. O Senado aprovou por 50 votos a 48, após a Câmara dos Representantes já ter aprovado a matéria no início do mês. A votação ressalta a preocupação do Congresso com a escalada do conflito.
Quatro senadores republicanos votaram contra o texto: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy. Murkowski e Cassidy costumam divergir com frequência do presidente; Paul e Collins são considerados aliados próximos dele, o que evidencia a tensão interna no Partido Republicano.
Trump chamou a medida de inoportuna e sem sentido, afirmando em rede social que a votação complica seu trabalho, mesmo com o Irã sob pressão. O presidente da Câmara, Mike Johnson, aliado de Trump, classificou a resolução como uma perspectiva perigosa, em meio às negociações com Teerã.
A votação ocorre em meio a pesquisas que indicam desaprovação entre parte da população à continuidade da guerra, com boa parte dos entrevistados questionando seus custos. Autores da medida argumentam que o uso de poder militar sem autorização legislativa é tema de debate constitucional.
Contexto legal e desdobramentos
A War Powers Act de 1973 exige autorização do Congresso para hostilidades prolongadas. A medida aprovada pode abrir caminho para disputas jurídicas sobre quem tem a palavra final em guerras, já que a Defesa sustenta a autoridade do presidente como comandante-em-chefe.
Nos próximos passos, as negociações com Teerã seguem em estágio de diálogo para transformar um acordo de paz provisório em um acordo abrangente sobre o programa nuclear, sanções e passagem pelo Estreito de Ormuz. As negociações continuam sem definição de cronograma.
Repercussões políticas
A, dentro do Congresso, a posição bipartidária contrasta com a defesa de Trump sobre a atuação militar. A imprensa destaca que o episódio é uma das raras ocasiões em que republicanos se alinham à oposição para questionar o curso de ações militares.
Segundo a imprensa internacional, a resolução reflete o ceticismo entre legisladores quanto à escalada do conflito com o Irã e ressalta a tensão entre os poderes Executivo e Legislativo sobre decisões de guerra. A reportagem é consolidada por agências AFP e Reuters.
Entre na conversa da comunidade