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Congresso dos EUA aprova resolução que aumenta pressão sobre Trump com Irã

Resolução simbólica do Congresso aumenta a pressão sobre Trump para encerrar o conflito com o Irã, sem força legal, com prazo de sessenta dias para negociações

Donald Trump Presidente dos Estados Unidos da América EUA em sua chegada antes de um jantar com o Presidente da República Francesa e sua esposa organizado para comemorar o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos no Chateau de Versailles em Versalhes, França, em 17 de junho de 2026.
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  • O Senado dos EUA aprovou, por 50 votos a 48, uma resolução conjunta que pede ao presidente Donald Trump a suspensão da guerra no Irã ou a busca de aprovação do Congresso; a Câmara já havia aprovado a medida.
  • A resolução é predominantemente simbólica: não será encaminhada a Trump para assinatura e não tem força legal.
  • Quatro republicanos votaram com os democratas; o senador John Fetterman (democrata) foi o único a votar contra. Alguns republicanos estavam ausentes, incluindo Mitch McConnell e Dave McCormick.
  • Trump criticou a medida, chamando-a de inoportuna e sem sentido, e afirmou que vai “concluí-lo” de qualquer forma.
  • A aprovação ocorre em meio a ceticismo de alguns republicanos sobre o plano de paz com o Irã, enquanto o país enfrenta pressão interna e um pedido do Pentágono de cerca de 80 bilhões de dólares para custos de guerra.

O Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução conjunta que exige que o presidente suspenda ações militares no Irã ou busque autorização do Congresso antes de continuar. A medida foi aprovada na terça-feira (23/06) por 50 votos a 48, com apoio de republicanos e democratas. A Câmara já havia aprovado a resolução no início deste mês.

A medida é amplamente simbólica, pois não segue para a assinatura de Donald Trump nem tem força de lei. Mesmo assim, ela aumenta a pressão sobre a Casa Branca para encerrar o conflito ou justificar a continuidade das ações diante do Legislativo.

Quatro senadores republicanos votaram com os democratas, e o único democrata a votar contra foi John Fetterman. A votação ocorreu em meio a críticas ao plano de paz de Trump com o Irã e ao início de negociações entre as partes.

Analistas destacam que, apesar da aprovação, não há alteração prática na política externa. A resolução expressa o sentir do Congresso, sem criar novas obrigações legais para o Executivo.

A resolução já havia sido aprovada pela Câmara dos Representantes no início do mês, com apoio de quatro republicanos. A oposição republicana interna refletia ceticismo sobre as ações e as negociações de paz.

No contexto, o Pentágono solicitou ao Congresso cerca de 80 bilhões de dólares em recursos, a maior parte para sustentar atividades no Irã. O pleito ocorre no marco de um cessar-fogo existente desde 7 de abril.

A lei federal exige aprovação do Congresso para ações militares além de 60 dias. Ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã começaram em 28 de fevereiro, segundo o governo americano, com a contagem reiniciando após o cessar-fogo de abril.

Além disso, as partes assinaram um memorando de entendimento na semana passada, definindo que Washington e Teerã têm 60 dias para negociar um acordo mais amplo para encerrar o programa nuclear do Irã. A transparência sobre esses acordos segue como ponto de atenção.

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