- Na Escócia, as Cortes superiores mantêm a peruca branca e a toga em atos solenes, com a prática mais rígida na High Court of Justiciary e mais flexível na Court of Session.
- A High Court of Justiciary exige traje formal com peruca e robe branco com cruzes vermelhas; na Court of Session, a prática é menos rígida e só é usada em audiências específicas.
- Em 2019, a Court of Session oficializou orientação permitindo o uso de peruca e toga apenas em circunstâncias especiais, com comunicação prévia aos profissionais.
- Em 2020, o Sheriffdom of Glasgow and Strathkelvin passou a prever que sheriffs podem deixar de usar peruca e toga em audiências civis, conforme a natureza do ato.
- A origem da tradição não está apenas no Direito: as perucas chegaram aos tribunais como moda, importadas da França durante o reinado de Luís XIV, e hoje persistem como símbolo de solenidade.
A Justiça na Escócia mantém a tradição de usar perucas brancas, feitas de crina de cavalo, em atos solenes das Cortes superiores. No entanto, o uso é mais flexível do que no passado, acompanhando práticas de outras partes do Reino Unido.
A comparação com Inglaterra e País de Gales é relevante. Em 2025, o Bar Council atualizou orientações para permitir dispensa da peruca em tribunais criminais, em casos determinados. A mudança busca ajustar ao desconforto, à prática e a questões de raça, sexo, deficiência ou religião.
Na Escócia, o sistema jurídico é distinto, apesar de fazer parte do Reino Unido. Em atos de maior solenidade, juízes das Cortes superiores costumam usar toga e peruca. Em audiências civis, a Court of Session adota regra menos rígida, com possibilidade de peruca apenas em ocasiões específicas.
Indumentária na Escócia e mudanças
Na High Court of Justiciary, corte criminal, juízes vestem toga branca com peruca e cruzes vermelhas. Na Court of Session, a prática varia; em audiências com testemunhas, perucas podem acompanhar robes carmesins com cruzes vermelhas escuras. A orientação de 2019 permite uso condicionado.
O mesmo movimento de flexibilização já alcança os Sheriff Courts. Em 2020, passou a prever que sheriffs deixem de usar peruca e toga em certas audiências civis, conforme a natureza do ato. A decisão depende de cada caso e da decisão judicial.
A origem do costume não está apenas no direito. As perucas chegaram aos tribunais pela moda, importadas da França durante o reinado de Luís XIV. Ao longo dos séculos, advogados foram entre os últimos a manter o acessório, como símbolo de solenidade.
A peruca, hoje, persiste como elemento histórico e teatral da Justiça britânica. Mesmo quando não obrigatória, continua a conferir ao rito um ar de tradição e formalidade que marca as sessões mais formais.
Fontes consultadas destacam o papel do costume como referência cultural e institucional, sem presunção de necessidade prática. A tradição permanece, mas a prática jurídica segue evoluindo, buscando equilíbrio entre rito e conforto.
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