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Europa orienta companhias aéreas a evitar voos no Irã, Iraque e Líbano

EASA prorroga boletim de segurança; voos devem evitar Irã, Iraque e Líbano e manter planos de contingência diante de tensão elevada e trégua frágil em Líbano

A agência de segurança aérea europeia recomendou cautela aos operadores em toda a região do Golfo e em países vizinhos; na imagem, avião sobrevoa cidade ao pôr do Sol
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  • A Agência Europeia para a Segurança da Aviação recomenda evitar os espaços aéreos do Irã, Iraque e Líbano, mantendo cautela na região do Golfo.
  • a medida foi publicada na atualização do Boletim Informativo de Zona de Conflito (CZIB) nº 2026-03-R13 e vale até 1º de julho de 2026.
  • o contexto envolve o conflito que escalou em 28 de fevereiro de 2026, com cessar-fogo temporário acordado e estendido recentemente.
  • os principais riscos citados são defesa aérea iraniana em alerta máximo, ataques no Iraque e vulnerabilidade de infraestrutura em terra, como aeroportos.
  • o relatório também aponta que a trégua entre Israel e o Hezbollah no Líbano é frágil, elevando o risco para aeronaves em todas as altitudes sobre Beirute; continuam válidas as restrições sobre Síria e Iêmen.

A EASA, agência europeia de segurança da aviação, informou nesta quarta-feira (24.jun.2026) que recomenda que companhias aéreas evitem os espaços aéreos do Irã, Iraque e Líbano. O aviso é válido até 1º de julho de 2026, como parte do CZIB 2026-03-R13. A orientação permanece mesmo com um acordo diplomático recente entre EUA e Irã.

O contexto regional envolve tensão persistente na região do Golfo. Em fevereiro de 2026, ataques entre EUA e Israel contra o Irã desencadearam retaliações. Um cessar-fogo temporário foi firmado e renovado por 60 dias em 17 de junho, mas a agência classifica o ambiente como de tensão elevada.

A análise da EASA enumera riscos para a aviação civil: defesa aérea iraniana em alerta máximo aumenta chances de erro de identificação; ataques no Iraque, associados a ataques iranianos e a militantes apoiados pelo Irã; vulnerabilidade em solo, com eficácia limitada de contingências para aeroportos na região.

Riscos de tráfego no Líbano

A agência também destaca que a trégua entre Israel e Hezbollah no Líbano é frágil. O governo libanês adota ações limitadas na gestão de riscos do espaço aéreo, elevando o risco para aviões civis em Beirute.

Diante disso, a EASA orienta medidas por área de impacto:proibição total de operar, sob qualquer altitude, nos espaços aéreos do Irã, Iraque e Líbano; vigilância redobrada ao cruzar espaços aéreos de Bahrein, Kuwait, Israel, Jordânia, Qatar, Omã, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Além disso, permanece vigente o boletim de restrição total aos voos comerciais sobre Síria e Iêmen, sem prazo de interrupção, conforme a atualização do CZIB.

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