- Governo renewou por mais seis meses a cota de importação sem imposto de veículos elétricos, com limite de US$ 463 milhões, a partir de julho, para baratear a montagem no Brasil.
- A ANFAVEA afirma que a medida pode prejudicar fabricantes brasileiros.
- O economista Miguel Daoud sustenta que o impacto econômico é quase nulo, aponta redução no custo de peças importadas e reforça o potencial de crescimento do mercado de elétricos.
- Durante o Conexão Record News, ele destacou a incoerência entre discursos do governo e de fabricantes: incentivar o veículo elétrico, mas favorecer indústria que importa a maioria das peças.
- Daoud também cita o adiamento da reunião sobre a mistura de etanol com gasolina e o aumento da produção de petróleo pela Petrobras como fatores que incentivam consumidores a escolher veículos movidos a combustíveis fósseis.
Para assegurar melhores preços aos consumidores, o governo renovou por seis meses a partir de julho a cota de importação sem imposto de carros elétricos. O limite é de US$ 463 milhões, visando baratear a montagem final no Brasil. A medida pode impactar o faturamento dos fabricantes locais, segundo a Anfavea.
A associação, que reúne fabricantes de veículos automotores, afirma que a decisão pode prejudicar o setor nacional ao manter vantagens para a importação de componentes.
Incoerência de discursos e impactos no setor
Durante o Conexão Record News, o economista Miguel Daoud avaliou que o efeito econômico da renovação é mínimo, destacando a redução de custos na importação de peças e o potencial de impulsionar o mercado de veículos elétricos, que vem ganhando adesão do público.
Daoud também apontou que a comunicação entre governo e indústria é ambígua: há incentivo ao carro elétrico para montagem local, mas incentivos à indústria que, ao mesmo tempo, importa grande parte das peças.
Ele citou ainda decisões como o adiamento de reunião sobre a maior mistura de etanol na gasolina e o aumento da produção de petróleo pela Petrobras como fatores que ajudam a manter a preferência por veículos movidos a combustíveis fósseis, reduzindo previsibilidade de investimentos no setor.
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