- Homens armados identificados como fulanis invadiram a comunidade de Angwa Magaji, no norte de Kaduna, na noite de terça-feira, causando a morte de nove cristãos e deixando onze feridos.
- Segundo moradores, os agressores teriam atacado para ampliar domínio territorial e a influência islâmica na região central do país.
- Religiosos locais afirmam que milícias extremistas fulanis atacam comunidades agrícolas no Centro-Norte, com mortes, violência sexual, sequestros e bloqueios de estradas.
- Grupos jihadistas, como Boko Haram e ISWAP, atuam no norte da Nigéria, onde o governo federal tem presença limitada.
- A Nigéria figura como o país com maior perseguição a cristãos em 2025, e surge o grupo Lakurawa, ligado a redes extremistas, no noroeste.
Atingidos foram nove cristãos mortos e 11 feridos em um ataque ocorrido na noite de terça-feira, 16, no estado de Kaduna, no norte da Nigéria. Homens armados, identificados como pastores fulanis, invadiram a comunidade de Angwa Magaji, na ala de Kamaru, no município de Kauru. As informações são de moradores locais.
Segundo relatos, o ataque ocorreu durante a noite na aldeia. Moradores descrevem presença de milícias armadas que invadiram a região sem aviso prévio. A ação gerou pânico entre os moradores e danos materiais não especificados.
Líderes cristãos locais associam os ataques a disputas por terras na região central do país, alimentadas pela desertificação e pela tentativa de ampliar a influência islâmica. Milícias extremistas fulanis teriam atacado áreas agrícolas, com histórico de violência contra cristãos.
O documento citado aponta que, nesses estados do Centro-Norte, grupos jihadistas como Boko Haram e ISWAP atuam com maior atuação do governo federal ausente. Além disso, o texto menciona o surgimento do grupo Lakurawa, no noroeste, ligado a redes jihadistas e com ligações a JNIM.
Segundo a Lista Mundial da Perseguição de 2026, a Nigéria permanece entre os países com maior violência contra cristãos. Entre 2024 e 2025, o país registrou a maior quantidade de cristãos assassinados no mundo, com 3.490 mortes, representando 72% do total global naquele período.
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