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Genro de Trump envolve-se acidentalmente em insurreição na Albânia

Protestos contra o resort de Ivanka Trump e Kushner na Albânia evoluíram para a “Revolução dos Flamingos”, contestando corrupção, degradação ambiental e a elite no poder

Milhares de manifestantes reunidos em frente ao Gabinete do Primeiro-Ministro em Tirana, Albânia. 20/06/2026 - (Vlasov Sulaj/Getty Images)
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  • Ivanka Trump e Jared Kushner planejaram comprar 1.400 hectares na ilha de Sazan, na Albânia, para um resort de luxo avaliado em US$ 4 bilhões.
  • Milhares de pessoas tomaram as ruas de Tirana há três semanas contra o projeto, com foco em impacto na reserva natural onde há flamingos; o financiamento envolve Kushner e investidores do Golfo Pérsico, e houve afirmação de que a burocracia foi atenuada pelo governo.
  • Os protestos evoluíram para denúncias de corrupção e defensiva do meio ambiente, além de críticas à “elite política” que governa desde o fim do regime comunista, há cerca de 35 anos.
  • O movimento recebeu o nome “Revolução dos Flamingos”, após a relação com a proteção ambiental da região e o impacto do empreendimento.
  • O primeiro-ministro da Albânia rejeitou a ideia de renúncia, afirmou que o projeto não derramaria concreto sobre os flamingos e citou investimentos estrangeiros; a PPNEA afirmou danos ecológicos graves e irreversíveis.

Ivanka Trump e Jared Kushner planejaram transformar a ilha de Sazan, na Albânia, em um resort de luxo. O projeto envolve 1.400 hectares no Adriático, com casarões, cassino e campo de golfe, segundo informações compartilhadas por quem acompanhou o caso. O valor estimado é de cerca de US$ 4 bilhões, financiado por investidores do Golfo Pérsico.

Para os albaneses, o anúncio provocou protestos em Tirana há cerca de três semanas. Milhares de pessoas reivindicam a defesa da área próxima à reserva natural onde vivem flamingos, temendo impactos ambientais e a suposta influência de uma “elite política” no poder desde o fim do comunismo. A mobilização ganhou contornos de indignação mais ampla contra o governo.

Revolução dos Flamingos

Os protestos passaram a acompanhar denúncias de corrupção e de negligência com o meio ambiente, com manifestações quase diárias e invasões a canteiros de obras. A expressão ganhou o uso popular ao associar o empreendimento ao risco à fauna local, especialmente aos flamingos da reserva. O movimento recebeu cobertura internacional, incluindo leitura de clima político pelo The Guardian.

O primeiro-ministro Edi Rama manteve posição de não abrir mão do projeto, afirmando em entrevista à CNN que o investimento atrai estrangeiros e não concede privilégios exclusivos. Já a PPNEA, organização ambiental, aponta danos graves e irreversíveis decorrentes do empreendimento, destacando riscos à biodiversidade local.

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