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Irã propõe criar OTAN muçulmana liderada pelo Paquistão

Irã propõe “OTAN muçulmana” liderada pelo Paquistão para defesa mútua e desenvolvimento econômico, mirando US$ 30 bilhões em comércio bilateral

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian (à esquerda), e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, durante encontro bilateral em Islamabad; líder iraniano propôs cooperação de segurança
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  • O Irã propôs, durante coletiva em Islamabad, a criação de uma aliança militar regional entre países do Oriente Médio e do mundo islâmico, a ser equivalente a uma “Otan muçulmana” liderada pelo Paquistão.
  • O objetivo é combinar cooperação de defesa com desenvolvimento econômico e laços culturais, fortalecendo mecanismos conjuntos para a estabilidade da região.
  • Entre os membros citados pelo presidente iraniano estão Arábia Saudita, Catar, Egito e Turquia, com o Paquistão como líder devido à sua condição de única potência nuclear islâmica.
  • Pezeshkian afirmou que o arsenal de mísseis balísticos do Irã não será objeto de negociações internacionais, e citou ataques recentes de EUA e Israel que teriam causado mortes de civis, incluindo 168 estudantes em Minab.
  • A comitiva iraniana também buscou aumentar o comércio bilateral para US$ 30 bilhões por ano, com planos de ampliar rotas de trânsito de cargas, facilitação alfandegária e cooperação entre sistemas bancários.

O Irã propõe a criação de uma aliança militar regional entre os países islâmicos, apresentada pelo presidente Masoud Pezeshkian em entrevista coletiva em Islamabad, ao lado do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. O objetivo é fortalecer cooperação de defesa e desenvolvimento econômico.

Pezeshkian comparou a ideia a uma “Otan muçulmana” e afirmou que o bloco seria liderado pelo Paquistão, por ser a única potência nuclear do mundo islâmico. A proposta visa integrar capacidades de segurança com laços culturais entre as nações participantes.

A delegação iraniana mencionou países como Arábia Saudita, Catar, Egito e Turquia como membros estratégicos, com foco em estabilidade regional e defesa mútua. O Irã também ressaltou a necessidade de mecanismos conjuntos para reduzir interferências externas.

Além da defesa, o encontro tratou de cooperação econômica e de infraestrutura. Sharif traçou a meta de elevar o comércio bilateral para 30 bilhões de dólares anuais, com facilitação aduaneira e integração de sistemas bancários entre as duas nações.

Pezeshkian destacou a resistência iraniana a ataques recentes dos Estados Unidos e de Israel, que, segundo ele, causaram mortes de civis, incluindo estudantes em Minab. O presidente reforçou que o arsenal de mísseis balísticos não está sujeito a negociações internacionais.

O líder iraniano manifestou ceticismo em relação a garantias de potências externas, ao mesmo tempo em que afirmou manter canais de diálogo desde que sejam respeitadas as obrigações internacionais. Sharif ressaltou compromisso com a soberania e com a defesa do território iraniano.

Os dois líderes concordaram em ampliar o diálogo e a cooperação para manter a paz regional. A visita bilateral em Islamabad reforça a busca por alternativas de segurança que envolvam atores árabes e islâmicos, sem anunciar compromissos formais de aliança já firmados.

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