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Israel não sairá do Líbano, afirma ministro mesmo com pressão dos EUA

Israel mantém tropas no sul do Líbano, mesmo sob pressão dos EUA, citando histórico de zonas de segurança para justificar a não retirada

Israel Katz justificou a posição com base em episódios anteriores em zonas de segurança no sul do Líbano
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  • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que as Forças de Defesa de Israel não se retirarão do sul do Líbano, mesmo diante de pressão dos Estados Unidos.
  • Katz citou episódios anteriores em zonas de segurança no sul do Líbano para justificar a permanência das tropas, mencionando evacuações e ataques a civis.
  • O memorando assinado entre EUA e Irã na sexta-feira impõe uma trégua nos ataques, inclusive no Líbano.
  • Os EUA suspenderam sanções ao petróleo iraniano e abriram o estreito de Ormuz, com planejamento de encerrar o bloqueio naval, liberar exportações iranianas e lançar um plano de reconstrução de US$ 300 bilhões.
  • Delegações dos dois países retomaram as negociações na Suíça, com Paquistão e Qatar atuando como mediadores; acordo recente prevê mecanismo para encerrar combates entre Israel e Hezbollah e abertura de canal para o trânsito no Estreito de Ormuz.

Israel afirma que não retirará tropas do Líbano, mesmo diante de pressão dos EUA

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, que as Forças de Defesa de Israel permanecerão no sul do Líbano. A posição foi reiterada mesmo com possível demanda norte-americana para retirada.

Segundo Katz, experiências anteriores em zonas de segurança no sul do Líbano mostraram que ataques e bombs dirigidos a estradas colocaram civil e militares em risco, o que justificaria a continuidade da presença militar. A declaração foi feita durante o evento Muni Expo, em Tel Aviv.

Avanços diplomáticos e pontos de discórdia

No entanto, a fala ocorre após a assinatura de um memorando entre EUA e Irã que prevê uma trégua nos ataques, inclusive no Líbano. Delegações de ambos os países se reuniram na Suíça nos dias 21 e 22 de junho, com mediação do Paquistão e do Qatar.

Dois resultados centrais foram apontados como avanços: a criação de um mecanismo para encerrar combates entre Israel e o Hezbollah e a abertura de canal de comunicação para facilitar a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. As negociações seguem para Buergenstock, na Suíça, ainda nesta semana.

Versões divergentes sobre o andamento

A agência iraniana Tasnim informou que a delegação persa não retornou à sala de reuniões após ameaças atribuídas ao presidente dos EUA, o que teria atrasado o diálogo. Já um diplomata norte-americano afirmou à Reuters que os iranianos permaneceram na mesa e trataram temas como Ormuz, Líbano, programa nuclear e implemento do memorando.

Na mesma sequência, o presidente Donald Trump divulgou, via Truth Social, que o Irã aceitou inspeções nucleares de alto nível em caráter permanente. O Irã, por sua vez, negou planos de permitir inspeções da AIEA em instalações iranianas, segundo a agência Isna.

Contexto econômico e estratégico

No âmbito econômico, a suspensão de sanções ao petróleo iraniano pela administração norte-americana ocorreu na segunda-feira, 22 de junho. Paralelamente, o Irã abriu o estreito de Ormuz, ampliando rotas de navegação para o comércio global de petróleo e gás.

As negociações técnicas sobre o acordo devem continuar ao longo da semana, com participação de mediadores e representantes dos dois governos, buscando consolidar os entendimentos alcançados na Suíça.

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