- Keiko Fujimori acumula cinquenta vírgula onze por cento dos votos válidos (nove milhões, duzentos e seis mil, duzentos e quarenta e um) contra cinquenta, dois por cento (nove milhões, cento e sessenta e dois mil, oitocentos e cinquenta e cinco) para o rival, com noventa e nove vírgula oitenta e cinco por cento apurados.
- A diferença é de pouco mais de quarenta e três mil votos, em um total superior a dezenove milhões. Restam aproximadamente trinta e nove mil trezentos votos a serem apurados em cento e trinta e uma seções eleitorais.
- A Junta Nacional de Eleições não reconheceu pedido de anulação feito por Sánchez, alegando prazo e taxas. O candidato de esquerda promete levar o caso a organismos internacionais e convocar manifestações.
- O partido Fuerza Popular aguarda a apuração completa para declarar vitória; aliados dizem que recusa em reconhecer o resultado pode ter consequências legais.
- A observação da União Europeia classificou o segundo turno como calmo e dentro da ordem, embora com alto índice de polarização na campanha.
Keiko Fujimori tem vantagem irreversível nas eleições presidenciais do Peru conforme a apuração avança. Com 99,85% das urnas contabilizadas, a liderança da candidata do Fuerza Popular aparece consolidada frente ao adversário Roberto Sánchez.
A atualização mais recente da ONPE aponta Fujimori com 50,11% dos votos válidos (9.206.241), contra 49,82% (9.162.855) de Sánchez. A diferença é de cerca de 43 mil votos, considerando cerca de 39 mil votos ainda a apurar em 131 seções.
A captura de votos remanescentes é tida como insuficiente para alterar o placar. A eleição permanece com tensionamento político e institucional, já que o JNE deve se manifestar nos próximos dias sobre o resultado.
Contestações e respostas oficiais
Sánchez declarou que não reconhecerá a vitória de Fujimori, alegando irregularidades, principalmente entre votos no exterior. O candidato pediu a anulação de aproximadamente 300 mil votos.
A Junta Nacional de Eleições JNE considerou o pedido inadmissível por prazo e taxas. Mesmo assim, Sánchez anunciou envio a organismos internacionais e convocou manifestações em Lima, elevando a tensão política.
Entre apoiadores de Fujimori, o Fuerza Popular afirma aguardar 100% da contabilização antes de declarar vitória formal. O vice em chapa, Luis Galarreta, sugeriu que a rejeição ao processo eleitoral pode produzir consequências legais.
Contexto internacional e histórico eleitoral
A União Europeia, em missão de observação, classificou o segundo turno como calmo e dentro da ordem, ainda que com alta polarização. O diagnóstico contrasta com as acusações de fraude, reforçando a legitimidade aos olhos de observadores.
No histórico recente, o Peru vivenciou eleições muito disputadas. Em 2021, Fujimori foi derrotada por margem estreita em seis semanas de contagem. A soma de tentativas anteriores reforça a notoriedade do desfecho atual.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, lidera o fujimorismo, que permanece com apoio sólido entre eleitores que valorizam segurança e estabilidade econômica. O desfecho oficial depende da proclamação da JNE.
A disputa segue em aberto quanto à governabilidade dos próximos anos, com debates sobre legitimidade, mobilizações e possíveis caminhos jurídicos. O país aguarda novos desdobramentos oficiais.
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