- A Polícia Federal deflagrou a operação “Falsa Promessa” para cumprir mandados de prisão e busca contra suspeitos de integrarem grupos que contrabandeiam migrantes para os Estados Unidos.
- Em um dos casos, um casal de brasileiros foi sequestrado na fronteira México–estados Unidos, ficou por mais de trinta dias em cárcere e foi libertado após o pagamento de resgate.
- A ação identificou dois novos núcleos criminosos voltados à migração ilegal, com um homem apontado como articulador de rotas de contrabando na região de fronteira.
- As investigações indicam atuação transnacional, com deslocamentos internacionais e imóvel no México; até o momento, sessenta e nove vítimas foram identificadas.
- A Justiça decretou o sequestro de dois imóveis e o bloqueio de bens e valores, totalizando cerca de R$ 20 milhões, para resguardar reparação de danos e eventual condenação. Os crimes apontados incluem sequestro, promoção de migração ilegal e organização criminosa.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (24) a operação Falsa Promessa, cumprindo mandados de prisão e busca ligados a suspeitos de integrar grupos especializados em contrabando de migrantes para os Estados Unidos. A ação ocorreu em diferentes endereços ligados aos investigados.
Um casal de brasileiros foi sequestrado na fronteira México–Estados Unidos, segundo informações da PF. As vítimas ficaram presas por mais de 30 dias, sendo libertadas após pagamento de resgate, evidenciando uma das diretrizes do esquema.
A investigação aponta que a operação desmantela redes com atuação estruturada, organizando rotas, deslocamento internacional e apoio logístico no exterior para contrabando. Ao todo, 89 pessoas aparecem como vítimas de migração ilegal nos registros.
Novos núcleos investigados
A partir da ação, a PF identificou dois núcleos adicionais voltados à migração ilegal. Em um deles, um homem teria articulado rotas de contrabando na região de fronteira, com deslocamentos internacionais e imóvel no México.
Os inéditos elementos indicam atuação transnacional e movimentação financeira relacionada aos crimes. As medidas patrimoniais incluem o sequestro de dois imóveis e o bloqueio de bens que somam cerca de R$ 20 milhões.
Quatro investigados tiveram bens bloqueados para preservar eventual reparação de danos e a perda de vantagem criminosa. Os réus responderão por sequestro, promoção de migração ilegal e organização criminosa, entre outros delitos que venham a surgir.
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