- A apuração do segundo turno no Peru chegou a 99,8% e Keiko Fujimori tem 50,1% dos votos, contra 49,8% de Roberto Sánchez.
- A diferença é de 43.386 votos, o que torna a vitória de Fujimori irreversível, mesmo com votos por contar.
- Restam 131 atas para serem apuradas, que correspondem a menos de 30 mil votos, insuficientes para alterar o resultado.
- Especialistas dizem que, mesmo que todos os votos restantes fossem para Sánchez, Fujimori manteria a vantagem; Sánchez questiona votos no exterior.
- O Juntos por el Perú acionou recursos para anular votos no exterior, mas tribunais já rejeitaram as contestações por prazo e pagamento de taxas.
A apuração das urnas do segundo turno das Eleições Presidenciais do Peru atingiu 99,8% nesta terça-feira, 23. A vantagem de Keiko Fujimori, da Fuerza Popular, tornou-se irreversível com 50,1% dos votos contra 49,8% de Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú.
A diferença entre os candidatos é de 43.386 votos nesta quarta-feira, 24. Faltam 131 atas para contabilizar, correspondentes a menos de 30 mil votos no país. Mesmo com esse total, a margem permanece superior ao que resta ser apurado.
Analistas consultados destacam que, mesmo com todos os votos ausentes, a soma não alteraria o resultado. Andrei Roman, da AtlasIntel, aponta que a diferença é maior do que o total restante.
Eduardo Dargen, da Pontifícia Universidade Católica do Peru, explica que o resultado já é visto como irreversível pelos órgãos fiscalizadores, que sabem quantos votos faltam e onde estão.
Roberto Sánchez teme questionar a eleição com base no voto no exterior. Em coletiva, afirmou não reconhecer o resultado e mencionou suposta fraude para justificar a resistência.
Controvérsia sobre o voto no exterior
O Juntos por el Perú acionou a Justiça para anular votos do exterior, que favoreciam Fujimori, mas os recursos foram rejeitados por prazo e taxas. A decisão pode ser contestada.
Antes da decisão, Sánchez criticou a atuação do tribunal e pediu mobilização de seus apoiadores. Especialistas destacam que o resultado já é visto como consolidado pela imprensa e por instituições eleitorais.
O ONPE informou que a mudança no procedimento de contagem no exterior foi operacional, solicitada pelo Ministério das Relações Exteriores, e não altera a lei eleitoral nem a inviolabilidade dos votos.
Em 2021, Fujimori enfrentou recurso semelhante para anular seções rurais. O foco atual permanece na consolidação dos votos remanescentes e na definição final da contagem oficial.
Entre na conversa da comunidade