- Fujimori abriu vantagem irreversível na apuração: cerca de 42 mil votos à frente de Sánchez, com menos de 40 mil votos ainda por contabilizar, segundo a apuração da eleição peruana.
- Voto no exterior foi determinante, com Fujimori recebendo 63,206% dos votos lá, 81 mil a mais que Sánchez.
- Nos Estados Unidos, 46 mil dos 60 mil eleitores optaram pela candidata de direita; no Brasil, 55,606% votaram nela.
- No território peruano, o candidato da esquerda teve vantagem de 50,105% e ficou cerca de 38 mil votos à frente de Fujimori.
- Sánchez acusa irregularidades nos votos no exterior e entrou com recurso para anular esses votos, dizendo não reconhecer o resultado.
Keiko Fujimori abriu vantagem matemática após apuração de votos no exterior, declarando vitória provisória nas eleições do Peru. A diferença, de cerca de 42 mil votos a favor da candidata de direita, foi confirmada na madrugada de quarta-feira (24/6) e depende da validação pela autoridade eleitoral.
Os votos enviados por peruanos no exterior tiveram peso decisivo. Fujimori venceu com 63,206% entre eleitores no exterior, aproximadamente 81 mil votos a mais que Sánchez. Nos Estados Unidos, com 60 mil eleitores, 46 mil apoiaram Fujimori. No Brasil, o apoio à candidata foi de 55,606%.
Dentro do território peruano, o candidato da esquerda teve a maioria, com 50,105% dos votos, cerca de 38 mil a mais que Fujimori. A diferença de resultados entre o exterior e o interior acrescenta complexidade ao desfecho da disputa.
Votos no exterior
O voto externo é obrigatório, porém sem multa para ausentes. Em meio ao pleito, o resultado parcial já gerou contestações sobre a lisura do pleito entre peruanos no exterior, com levantamentos de irregularidades apontados por partidos de oposição.
Contestações e próximos passos
O partido Juntos por el Perú apresentou recurso para anular votos do exterior, alegando vícios e suposta fraude, conforme documento apresentado. A defesa requer que os votos em consulados sejam declarados nulos de forma ex officio e por lei.
A oposição informou que não reconhece o resultado e indicou chances de continuidade de disputas políticas, mantendo a resistência até a confirmação oficial. O desfecho depende da auditoria e da validação da ONPE, órgão eleitoral peruano.
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