- Durante quatro dias da primeira onda de calor extremo do verão europeu, a Espanha registrou 212 mortes acima da média, atribuídas a temperaturas pouco acima de 45ºC, segundo a Universidade Carlos III de Madri.
- O pior dia foi quarta-feira, com 95 mortes em excesso; na terça-feira foram 66; na segunda, 38; e no domingo, 13.
- Em dois mil e vinte e cinco, o Ministério da Saúde espanhol contabilizou 3.832 mortes relacionadas ao calor entre 16 de maio e 30 de setembro.
- A onda de calor terminou na Espanha nesta quinta-feira, segundo o serviço meteorológico AEMET; terça e quarta foram entre os dias mais quentes já registrados desde 1950.
- Regiões centrais e do norte foram as mais afetadas; a costa do Mediterrâneo e as Ilhas Baleares, incluindo Mallorca, ficaram em grande parte poupadas.
O calor extremo ceifou mais de 200 vidas na Espanha em quatro dias, marcando a primeira onda de calor do verão europeu. O Observatório de Mortalidade da Universidad Carlos III de Madrid registrou 212 óbitos acima da média, entre domingo e quarta-feira, atribuídos a temperaturas acima de 45ºC.
Na quarta-feira houve o pior dia, com 95 mortes acima do esperado. Na terça, foram 66; na segunda, 38; e no domingo, 13. As autoridades apontam que as altas temperaturas contribuíram para esse aumento de mortalidade.
A onda de calor atingiu grande parte da Espanha, com regiões centrais e do norte mais afetadas. A costa do Mediterrâneo e as Ilhas Baleares, incluindo Mallorca, ficaram em parte poupadas, segundo o serviço meteorológico AEMET.
Mortes e contexto
Em 2025, o Ministério da Saúde espanhol registrou 3.832 óbitos relacionados ao calor entre 16 de maio e 30 de setembro, destacando o impacto anual das temperaturas extremas no país.
A atual onda de calor chegou ao fim na Espanha nesta quinta-feira, conforme a AEMET, encerrando dias de influência de massas de ar quente. Terças e quartas-feiras ficaram entre os dias mais quentes já registrados para o período desde 1950.
Panorama europeu e impactos
Na Europa, milhões devem enfrentar temperaturas acima de 35ºC. França registrou mortes por afogamento associadas ao calor, incluindo uma criança de 3 anos, em meio a altas temperaturas, conforme relatos de autoridades locais.
Em Paris, autoridades locais destacaram aumento de mortalidade ligado à onda de calor. Especialistas apontam que edifícios e infraestrutura inadequados agravam os efeitos do calor extremo.
A ONU alerta que ondas de calor devem piorar sem medidas de mitigação climática. O chefe do clima, Simon Stiell, associou o fenômeno à poluição por combustíveis fósseis e à necessidade de reduzir emissões.
A UE, por meio do Copernicus, atribui o fenômeno a uma cúpula de calor formada por ar quente do norte da África bloqueando entradas de ar frio. A agência ressalta que a mudança climática intensifica ondas de calor.
Observação final
Especialistas destacam que as ondas de calor são eventos meteorológicos naturais, porém potencializados pelo aquecimento global. As autoridades frisam a importância de ações de adaptação, como infraestrutura adequada e planos de contingência para futuras ondas de calor.
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