Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como o chavismo pode ter agravado a tragédia dos terremotos na Venezuela

Analistas apontam que falhas de infraestrutura, construção informal e corrupção associadas ao chavismo ampliaram o impacto dos terremotos na Venezuela

Prédio residencial em Catia La Mar, no estado de La Guaira, após os terremotos na Venezuela (Foto: Ronald Peña R./EFE)
0:00
Carregando...
0:00
  • O número de mortos e feridos aumenta conforme as operações de resgate avançam na Venezuela.
  • A jornalista entrevistada afirma que, pela deterioração dos serviços públicos, não há bombeiros nem equipes de socorro suficientes nas áreas afetadas.
  • Na região de La Guaira, a situação é ainda mais grave, com falta de água potável e recursos para atender a população.
  • A análise aponta que o terremoto ocorreu perto da superfície e, somado à falta de manutenção das edificações, ampliou os danos.
  • A construção civil encolheu com a crise econômica e a informalidade é alta (cerca de setenta e sete por cento das moradias), enquanto denúncias de corrupção envolvendo o programa habitacional Grande Missão Moradia Venezuela são mencionadas.

O terremoto na Venezuela continua a provocar mortos e feridos, com o avanço das operações de resgate. Análises e relatos indicam que fatores estruturais e a gestão pública contribuíram para agravar a tragédia sob o governo chavista, instalado desde 1999.

Uma jornalista venezuelana, que pediu anonimato por segurança, afirma que a deterioração dos serviços públicos deixou regiões atingidas com insuficiência de bombeiros e equipes de socorro. Segundo ela, áreas como Caracas e La Guaira enfrentam carência de água potável e recursos básicos.

A publicação Marca, da Espanha, aponta que a combinação entre a configuração tectônica, com tremores muito próximos da superfície, e a falta de manutenção elevam o risco de desabamentos. Edificações públicas e privadas não passaram por avaliações ou reformas necessárias há anos.

Piso mole e fragilidade estrutural são citados como problemas frequentes. A carteira de obras comerciais no térreo, sem paredes de cisalhamento suficientes, aumenta a propensão a falhas que se propagam aos andares superiores. Esse cenário eleva a criticidade de demolimentos parciais.

A crise econômica reduziu drasticamente a construção civil formal no país. Dados de 2021 indicam queda para 1% da capacidade histórica, segundo a Câmara Venezuelana da Construção. A informalidade domina o setor, com impactos na fiscalização e na qualidade das obras.

Informalidade habitacional é tema recorrente. Em estudo da UCAB, quase oito em cada dez imóveis residenciais seriam erguidos sem regularização. Moradias em assentamentos informais costumam ficar em terrenos precários e com instabilidade estrutural acentuada.

Atrasos e desvios em programas públicos de habitação são citados como aspectos críticos. Relatórios de Transparência Venezuela apontam que grandes metas lançadas no período chavista, como projetos de moradia popular, sofreram com desvios de recursos. Isso, segundo a ONU, compromete infraestrutura disponível.

Profissionais analizam que as falhas de construção associadas aos programas habitacionais podem ter contribuído para o acúmulo de danos em áreas atingidas. Especialistas destacam que violações de normas estruturais agravam riscos em terremotos de alta intensidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais