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Onda de calor na Europa: por que o ar-condicionado é raro

A onda de calor mostra que o ar-condicionado é raro na Europa, elevando a demanda e acelerando adaptações em residências, escolas e hospitais

Unidades de ar-condicionado na achada de prédios de apartamentos em Madri, Espanha.
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  • A onda de calor na Europa tem batido recordes de temperatura e já deixou pelo menos 50 pessoas mortas, com projeção de seguir por semanas.
  • O ar-condicionado continua raro nas residências europeias, com apenas cerca de 20% das moradias equipadas; muitos recorrem a ventiladores, banhos frios, bolsas de gelo e fontes de água.
  • A falta de refrigeração é atribuída a custos, hábitos históricos e arquitetura de muitos países, além de construções antigas que dificultam a instalação de aparelhos.
  • A adoção tem aumentado, com setores públicos e privados buscando mais refrigeração; na Europa, Itália, Espanha e França mostram crescimento de vendas no primeiro semestre.
  • A União Europeia estima chegar a 275 milhões de aparelhos de ar-condicionado até 2050, mais que o dobro do total de 2019, conforme dados de agências e fabricantes.

A onda de calor que atinge a Europa traz temperaturas recordes e já está associada a ao menos 50 mortes. O calor intenso tem se prolongado por semanas, pressionando cidades e serviços públicos. Em residências, a refrigeração é escassa e as soluções caseiras, como ventiladores e banhos frios, ganham espaço.

O que acontece envolve vários países e impactos diretos na vida cotidiana. Em ruas, pessoas buscam alívio com guarda-chuvas, fontes de água e mergulhos em rios, enquanto autônomos e empresas ajustam horários de trabalho para evitar picos de calor. Hospitais e casas de repouso também enfrentam dificuldades com a climatização.

Como esse cenário se explica envolve histórico e arquitetura. Adoção de ar condicionado é rara nas residências europeias, com cerca de 20% das moradias equipadas, segundo a CNN. Custos altos, energia cara e desenho de edifícios antigos ajudam a explicar a baixa penetração.

Motivos estruturais e culturais

A tradição de reduzir o uso de aparelhos de refrigeração vem de climas mais amenos e de custos elevados. Em muitos países, prédios antigos dificultam a instalação de sistemas modernos, o que atrapalha a adaptação a ondas de calor mais intensas.

A capacidade de adaptação varia por região. Em áreas quentes do sul europeu, paredes grossas e janelas pequenas ajudam a conter o calor, mas nem todas as construções são assim. No Reino Unido, por exemplo, muitos imóveis são históricos, o que complica a instalação de ar condicionado externo.

Tendências e projeções futuras

A adoção tem aumentado nos últimos meses, com compras de aparelhos tanto portáteis quanto fixos em alta. Mercados como Itália, Espanha e França registraram crescimento de dois dígitos no primeiro semestre. A indústria aponta demanda sustentada nos meses de pico.

Relatórios internacionais indicam que o número de aparelhos na União Europeia pode chegar a 275 milhões até 2050, o que representaria mais que o dobro de 2019. Especialistas indicam que as moradias precisam de maior resiliência frente ao calor extremo que se intensifica com as mudanças climáticas.

Considerações finais

A mudança de cenário climático coloca o ar condicionado no centro das discussões sobre infraestrutura e políticas públicas. A tendência de crescimento da refrigeração pode acelerar investimentos em eficiência energética e planejamento urbano, refletindo uma adaptação necessária para o bem-estar dos cidadãos.

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