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Paris obtém vitória parcial sobre TotalEnergies em caso de riscos climáticos

Justiça de Paris determina que TotalEnergies divulgue riscos climáticos ligados às emissões de seus produtos, com plano de ação, mas sem medidas vinculantes

Paris is experiencing firsthand the effects of global warming as France experiences record temperatures.
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  • A Justiça de Paris determinou que a TotalEnergies divulgue os riscos climáticos ligados às emissões de seus produtos de petróleo e gás e apresente planos para enfrentá-los, incluindo emissões de terceiros (Scope 3).
  • A decisão é vista como vitória parcial de ONG(s) e da cidade de Paris, que buscavam aplicar a Lei de Vigilância de 2017 a questões climáticas.
  • O tribunal deu prazo de seis meses para a empresa ampliar o plano de vigilância e incluir as emissões indiretas de usuários finais; não autorizou medidas como cortes obrigatórios de produção.
  • As ONG argumentaram que as emissões indiretas somam 342 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em 2024; a defesa alegou que a lei cobre apenas operações próprias e de contratados.
  • O caso, iniciado em 2020, contou com a intervenção do Ministério Público de Paris e manteve Paris como única município reconhecido com legitimidade para atuar no processo.

A justiça de Paris determinou que a TotalEnergies poste os riscos climáticos associados às suas emissões de petróleo e gás e apresente planos para enfrentá-los. A decisão foi proferida em um caso movido por ONGs e pela prefeitura da cidade de Paris. O veredito não ordena limitações imediatas de exploração ou metas de redução obrigatórias.

O tribunal afirmou que os riscos climáticos e seus impactos, dos quais a empresa possa contribuir, integram a lei de vigilância de empresas-mãe e controladoras. A prefeitura de Paris celebrou a decisão como histórica para a legislação ambiental francesa.

As ONGs alegaram que as emissões indiretas de uso final somam 342 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2024. A TotalEnergies sustenta que a lei se aplica apenas às operações próprias e às de seus contratados, não às atividades dos clientes.

O que a decisão determina

O tribunal entendeu que o plano de vigilância da TotalEnergies está incompleto e deu prazo de seis meses para incluir as emissões de terceiros (escopo 3). Emissões de uso de produtos são consideradas parte das responsabilidade da empresa.

A empresa contestou dizendo que não cabe ao judge impor ações específicas. Os advogados argumentaram que mudanças forçadas não impediriam o aquecimento global de modo eficaz.

Desdobramentos e contexto

A Justiça parisiense não autorizou a interrupção de novos projetos ou cortes obrigatórios de produção. A corte afirmou que não é função do juiz substituir a gestão da empresa.

O Ministério Público de Paris também pediu cautela, afirmando que obrigações amplas demais sobre as empresas podem ser inviáveis na prática. O caso teve início em 2020, com avanços em recursos em 2024.

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