- O Senado republicano rejeitou, em votação tardia, uma resolução sobre poderes de guerra após pressão de Donald Trump.
- A votação ocorreu horas depois de Trump ter criticado os senadores do GOP durante um almoço no Capitólio.
- O senador Bill Cassidy, que votou com os democratas na medida, relatou uma discussão acalorada com Trump e votou contra uma resolução quase idêntica.
- Rand Paul votou “present” para dar espaço ao presidente para negociar uma paz duradoura; a medida falhou por 47 a 50 com 1 ausente.
- O resultado levou o GOP a sinalizar que quer manter o alinhamento com Trump, em meio a tensões crescentes entre a administração e a maioria republicana.
Senate Republicans rejeitaram uma resolução sobre poderes de guerra em votação realizada tarde da noite, horas depois de serem pressionados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por se opor ao conflito com o Irã. A votação ocorreu no Senado e teve desfecho adverso à medida semelhante já aprovada pela Câmara.
Cassidy manteve posição de dissidência após discussão tensa com Trump durante almoço em Capitol Hill. O republicano da Louisiana votou contra a resolução de forma separada, apesar de ter votado com democratas anteriormente.
Rand Paul, senador de Kentucky, votou presente para ampliar espaço de negociação entre o governo e o Irã, segundo sua declaração nas redes. A medida foi derrotada por 47 a 50 com 1 ausente, antes do recesso de duas semanas.
Repercussões políticas
O veto parcial ocorreu em meio a mudanças de tom entre o campo republicano e a Casa Branca, com Trump chamando alguns colegas de antipatia após o almoço. O presidente chegou a agradecer o apoio de Thune, líder da maioria, em postagens.
A votação ocorreu em trilha paralela a outra resolução idêntica aprovada pela Câmara. Ambos os textos foram considerados simbólicos, sem efeito legal pleno, mantendo o foco em sinalização política.
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