- Terremoto de magnitude 6,9 atingiu o Japão e foi sentido em Tóquio, sem alertas de tsunami e sem registro de danos ou vítimas.
- O tremor ocorreu no mesmo dia em que abalos atingiram Venezuela e Califórnia, nos Estados Unidos.
- O sismólogo José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da USP, afirmou que não houve conexão entre o Japão e as regiões atingidas na Venezuela.
- Segundo o especialista, os eventos ocorreram em sistemas tectônicos diferentes, configurando apenas coincidência.
- No Brasil, a atividade sísmica é comum na região central do país, com tremores diários de menor magnitude (geralmente abaixo de três) e raramente acima de seis.
Um terremoto de magnitude 6,9 foi registrado no Japão na quarta-feira (24) e foi sentido em Tóquio. Não houve alerta de tsunami nem registro de danos ou vítimas até o momento.
O sismo foi comentado por especialistas consultados pelo Alerta Brasil, incluindo o sismólogo José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da USP. Ele afirma que o evento no Japão não tem relação com tremores ocorridos na Venezuela e na Califórnia.
Segundo Nogueira, o Japão está em outra placa tectônica, o que explica a coincidência de ocorrer no mesmo dia. Ele ressalta que o Brasil está no interior de uma placa e registra tremores menores com frequência.
Análise de conexão tectônica
O especialista explica que tremores de magnitude superior a 6 costumam ocorrer em zonas de subducção distintas. Em Minas Gerais, o Brasil registra, em geral, abalos diários pequenos, raramente acima de magnitude 3.
O Japão, a Venezuela e a Califórnia enfrentam contextos geológicos diferentes. A coincidência de datas não implica relação causal entre os eventos, segundo os especialistas ouvidos.
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