- Trump e Netanyahu estão em desacordo sobre a condução de ataques em Líbano, o que pode colocar em risco as negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear.
- Relatos indicam que Trump criticou Netanyahu publicamente por dificultar o cessar-fogo com o Irã e por ações que prolongam conflitos regionais.
- Israel tem mantido ataques no sul do Líbano, gerando grande deslocamento de civis e elevando a tensão com Hezbollah, aliado do Irã.
- Nos últimos anos, os Estados Unidos renovaram o apoio militar a Israel, com bilhões de dólares em ajuda, o que influencia o cenário das negociações com o Irã.
- O resultado estratégico depende de Trump conseguir limitar Netanyahu; caso contrário, a aproximação com o Irã pode ficar comprometida e o acordo pode depender de condições sobre a retirada de tropas israelenses do Líbano.
O acordo de paz com o Irã pode depender de como o governo dos EUA lidará com a atuação de Israel no Líbano. Em meio a relatos de pressão interna, o presidente Donald Trump é apontado como capaz de limitar o apoio a Netanyahu para não colocar o acordo em risco.
Ao longo das últimas semanas, Trump e assessores têm sinalizado insatisfação com a postura de Netanyahu em relação a um cessar-fogo com o Irã. Relatos indicam que o líder israelense é visto como obstinado e resistente a mudanças que facilitem negociações.
A tensão aumenta com a persistência de ataques israelenses no sul do Líbano, território ocupado por Israel. Serviços de inteligência dos EUA alertaram que Netanyahu pode tentar sabotar o acordo, o que colocaria o prosseguimento das negociações em risco.
O Irã, por sua vez, exige que o cessar-fogo seja abrangente, incluindo o Líbano, e pressiona para que Israel retire suas forças do território libanês. Caso contrário, Teerã ameaça abandonar as negociações e fechar o estreito de Hormuz, o que impactaria o fluxo de petróleo e gás.
As negociações com o Irã começaram na semana passada e devem se estender por 60 dias. Um acordo mais amplo sobre o programa nuclear de Teerã é o objetivo declarado, com participação de potências internacionais e mediadores regionais.
Desde o início do conflito, Israel intensificou ataques na região, ampliando deslocamentos civis e danos a infraestrutura. Washington tem respaldado Israel com apoio militar significativo, o que complica a busca por um acordo estável com o Irã.
Analistas veem a possibilidade de Trump usar a pressão sobre Netanyahu como ferramenta para assegurar que a defesa de Washington não seja comprometida. A avaliação envolve decidir se a influência sobre Israel será suficiente para preservar o diálogo com Teerã.
Ainda não há confirmação de medidas concretas para restringir o armamento ou o apoio americano a Israel. A expectativa é de que a administração revele, nos próximos dias, caminhos para manter o acordo com o Irã sem comprometer aliados na região.
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