- Acordo de paz assinado há menos de dez dias entre Estados Unidos e Irã prevê encerramento imediato e permanente das operações militares e abstenção de ameaça ou uso da força entre as partes.
- Na sexta-feira, os EUA atacaram o Estreito de Ormuz em resposta a alegada violação do cessar-fogo pelo Irã.
- Os ataques marcam os primeiros confrontos entre os dois países desde a assinatura do acordo no dia 17 do mês anterior.
- O memorando de entendimento estabelece a reabertura do Estreito de Ormuz, com negociação final em até sessenta dias para questões como o programa nuclear iraniano, além de suspensão gradual de sanções e liberação de ativos.
- Entre as medidas previstas estão retirada de forças, desminagem, diálogo sobre operações no estreito e criação de um mecanismo executivo para supervisionar a implementação até a finalização do acordo.
O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, assinado há menos de 10 dias, previa o fim das operações militares entre as duas nações e a abstenção de qualquer uso da força, conforme o documento assinado por Donald Trump e Masoud Pezeshkian.
Nesta sexta-feira, 26, os EUA anunciaram ataques no Estreito de Ormuz em resposta a uma suposta violação do cessar-fogo pelo Irã. Trump afirmou que o Irã lançou drone(s) contra navios, um deles atingiu um cargueiro, enquanto os demais teriam sido derrubados pelas forças americanas.
Os ataques de hoje representam o primeiro contato militar entre Washington e Teerã desde a assinatura do acordo, ocorrida no dia 17, que marcou uma trégua para encerrar a guerra iniciada no fim de fevereiro.
O que dizia o acordo
O Memorando de Entendimento de 14 pontos previa: fim imediato e permanente das operações militares e não uso da força entre as partes; respeito à soberania mútua; negociação de um acordo definitivo em até 60 dias, com possibilidade de prorrogação.
O texto também estabelecia a reabertura do Estreito de Ormuz, com andamento gradual do tráfego naval, e previa a retirada de bloqueios e de forças em até 30 dias após a assinatura do acordo final.
Ainda incluía compromissos para evitar sanções, avançar no tema nuclear com supervisão da AIEA, e criar mecanismos de supervisão para a implementação do acordo, com previsão de negociações adicionais sobre os pontos remanescentes.
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