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Brasil vê politização de tarifaço americano visando eleições

Brasil vê tarifaço dos Estados Unidos como politizado em função eleitoral; busca acordo mais vantajoso que tarifas extras de 25%, mantendo diálogo com Washington

Representantes de Brasília e Washington seguem negociando acordo
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  • Brasil afirma que o tarifazo dos EUA foi politizado, em contexto eleitoral, para influenciar resultados no Brasil.
  • Governo brasileiro busca conveniência de um acordo comercial, que seria mais vantajoso que tarifas extras de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
  • A recomendação de taxação partiu do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
  • Itamaraty informou, por meio de publicação no X, que a medida tem origem em interferência externa na justiça brasileira e que o Brasil segue dialogando com os EUA.
  • Prazo para decidir sobre as tarifas é 15 de julho; há expectativa de acordo, embora haja percepção de que a administração de Donald Trump possa evitar acordo que beneficie o Brasil diante das eleições.

Em meio às tratativas sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos do Brasil, negociadores brasileiros atuam com a leitura de que as medidas foram politizadas em contexto eleitoral. A Casa Branca tem interesse nos resultados do pleito presidencial de outubro de 2026 no Brasil.

O Brasil trabalha para demonstrar que um acordo comercial seria mais vantajoso para as duas partes do que as tarifas adicionais de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. A recomendação de taxação partiu do USTR, o Escritório do Representante Comercial dos EUA.

Na última quarta-feira, 24, o Itamaraty publicou, em seu perfil no X, a posição do governo brasileiro. Afirmou que a medida tem origem em tentativa de interferência externa na justiça brasileira e reiterou que o governo continua dialogando por canais oficiais.

O prazo para decidir pela aplicação ou não das tarifas é 15 de julho. O governo brasileiro mantém uma agenda de reuniões com representantes da Casa Branca até lá e acredita ser possível, ainda que difícil, chegar a um acordo.

Há ainda leitura de que o governo Trump pode evitar um acordo que favoreça o Brasil, diante da proximidade das eleições no país. A avaliação envolve uma agenda de segurança nacional para reequilibrar a relação com a região e conter influências de outros atores.

Nesta semana, Trump divulgou artigo que classifica a eleição brasileira como um dos “grandes testes” para os EUA na América Latina, sugerindo que a saída de Lula poderia favorecer os interesses de Washington.

Entenda

A recomendação da USTR foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que aponta práticas consideradas desleais. O Brasil rebate as acusações, alegando ingerência externa e destacando o protecionismo comercial de Washington.

O governo brasileiro sustenta que a tarifa média interna de 2,7% sobre importações provenientes dos EUA não justificaria a aplicação de tarifas adicionais. A leitura é de que não haveria prejuízo significativo para o acesso das empresas norte-americanas ao mercado brasileiro.

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