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EUA atacam no Estreito de Ormuz; impactos no mercado são avaliados

Ataques dos EUA no Estreito de Ormuz elevam volatilidade e reverberam no petróleo e nos mercados, após otimismo inicial com fim da guerra no Irã

Navio-tanque Callisto permanece ancorado no Estreito de Ormuz, em Mascate, devido à redução do tráfego marítimo
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  • As Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam alvos iranianos no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (26), em resposta ao ataque a um cargueiro na véspera, atingindo depósitos de mísseis, drones e radares costeiros.
  • O Centcom afirma que a agressão viola o cessar-fogo e compromete a liberdade de navegação no corredor estratégico do comércio internacional.
  • Ainda não está claro como isso afeta o memorando entre Estados Unidos e Irã, que proíbe ataques mútuos em determinadas cláusulas.
  • A ONU vinha trabalhando para retirar navios retidos no Golfo desde o início da guerra; o fluxo de exportações pelo estreito havia retomado antes do novo ataque.
  • No mercado, o petróleo teve trajetória volátil com a reabertura do estreito; o Brent ficou em torno de US$ 72 o barril, e a percepção de risco geopolítico voltou a influenciar ações e juros.

Os Estados Unidos bombardearam alvos iranianos no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, em resposta ao ataque a um cargueiro na quinta. A ação atingiu depósitos de mísseis, drones e radares costeiros, segundo o Centcom.

O Comando Central dos EUA disse que a agressão iraniana violou o cessar-fogo e comprometeu a liberdade de navegação no corredor estratégico do comércio mundial. Não houve boa-fé declarada sobre a justificativa dos ataques.

A imprensa iraniana informou que um projétil atingiu a área próxima a um píer em Sirik, no sul do Irã, após disparos de aviso contra embarcações no estreito. Teerã não assumiu a responsabilidade pelo ataque ao navio.

O ataque ao navio de bandeira singapuriana ocorreu após o duplo incidente envolvendo a região. O navio Ever Lovely foi atingido por um drone suicida, segundo o Centcom. O Irã afirmou que embarcações não deveriam navegar por rotas não autorizadas.

A ONU anunciou na terça-feira um esforço para retirar navios retidos no Golfo desde o início da guerra, em fevereiro, com cerca de 20% das exportações globais passando por Ormuz. A operação foi suspensa após o ataque de quinta.

Impacto no mercado

O otimismo dos mercados sobre o fim da guerra no Irã se dissolve diante dos novos ataques. O Brent chegou a recuar, após a reabertura do estreito, mas a volatilidade pode retornar com incertezas geopolíticas.

Dados do Hormuz Strait Monitor indicaram aumento no trânsito de navios, com 78 embarcações nas últimas 24 horas, acima da média de 60. Esse retorno do fluxo reduziu temporariamente as pressões sobre os preços do petróleo.

O preço do petróleo caiu cerca de 10% na semana, fechando em torno de US$ 72 por barril. Analistas apontam que o mercado reage à incerteza sobre a continuidade dos conflitos e a resposta de potências.

No mercado de ações, houve uma atuação renovada de demanda por ativos em economias emergentes em momentos de risco. Investidores monitoram impactos sobre as cadeias de suprimento e custos energéticos.

As bolsas dos EUA continuam a atrair fluxos de liquidez, com os índices reagindo a balanços corporativos positivos do setor de tecnologia. O ambiente permanece favorável aos ativos norte-americanos, em meio a riscos geopolíticos.

Na percepção global, bancos centrais podem manter apostas de juros sob revisão devido aos efeitos do petróleo sobre inflação e logística. A situação remete a ciclos de volatilidade já vistos em momentos de tensão regional.

As informações são registradas com base no anúncio do Centcom e na cobertura de veículos como Valor PRO. O acompanhamento de autoridades e fontes oficiais segue para esclarecer desdobramentos.

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