- Os EUA realizaram ataques contra alvos no Irã, incluindo instalações de armazenamento de mísseis e drones e posições de radar na costa iraniana, em resposta ao ataque com drone ao navio Ever Lovely no Estreito de Ormuz, na quinta-feira; não houve vítimas.
- O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) descreveu as ações como “resposta poderosa” e afirmou que continuará coordenando para garantir a passagem segura de embarcações comerciais pelo estreito.
- A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela agressão e afirmou que, se houver repetição, a resposta será ainda mais ampla.
- Teerã fechou o Estreito de Ormuz após os ataques, com impactos sobre o trânsito de petróleo e fertilizantes e efeitos nos preços internacionais.
- Em 17 de junho, EUA e Irã assinaram memorando de entendimento com 14 pontos para encerrar hostilidades; as autoridades seguem debatendo a implementação e a passagem segura no estreito.
O Pentágono informou que os Estados Unidos atacaram alvos no Irã nesta sexta-feira, em resposta a um ataque com drone contra o cargueiro Ever Lovely, no Estreito de Ormuz, na quinta-feira. O objetivo foi atingir instalações de armazenamento de mísseis e drones e posições de radar na costa iraniana.
Segundo o Centcom, as ações representaram uma resposta contundente ao que chamou de agressão injustificada contra a navegação comercial, que violou o cessar-fogo vigente. O comando ressaltou que a passagem de embarcações pelo estreito é essencial para o comércio internacional.
Até o momento não houve confirmação de vítimas e não fica claro se os ataques integram uma resposta única ou um movimento contínuo. O Irã atribuiu o ataque aos EUA e a Israel, em nota divulgada pela Guarda Revolucionária Islâmica.
Kontexto regional e reação iraniana
A IRGC afirmou que o ataque contradiz acordos internacionais e que, se houver novas agressões, haverá uma resposta mais ampla. Também acusou Israel de violar o cessar-fogo no Líbano, apesar de um acordo-quadro assinado em Washington entre Israel e o Líbano.
O estreito voltou a ficar sob pressão após a escalada ocorrida desde o fim de fevereiro, quando Teerã fechou a rota, aumentando os custos do transporte de petróleo e de outras commodities. O fechamento afetou preços internacionais do petróleo.
Atualizações diplomáticas e operacionais
No dia 17 de junho, Estados Unidos e Irã firmaram um memorando de 14 pontos para encerrar hostilidades, com compromisso de permitir passagem segura sem cobrança por 60 dias. O vice-presidente JD Vance sinalizou que divergências podem gerar tensão adicional, mas não detalhou caminhos de intervenção.
Diversos governos observaram as ações com cautela. O Estonia e Omã promoveram conversas sobre a gestão da passagem pelo estreito, enfatizando a importância de evitar interrupções no trânsito marítimo. A Organização Marítima Internacional suspendeu evacuação de marinheiros retidos.
Navegação e consequências econômicas
O navio Ever Lovely, com bandeira de Singapura, foi atingido a 7,5 milhas náuticas ao sudeste de Dahit, em Omã. A tripulação permaneceu segura, segundo a proprietária Evergreen. A notícia contribuiu para volatilidade nos mercados de energia e para preocupações logísticas na região.
A Guarda Revolucionária reiterou que o regime americano precisa cumprir compromissos e manteve a advertência de resposta caso haja novas agressões. A situação no Estreito de Ormuz persiste como fator relevante para o comércio global.
Entre na conversa da comunidade