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EUA, Israel e Líbano assinam acordo em busca da paz

Acordo trilateral entre EUA, Israel e Líbano prevê desmilitarização do Hezbollah, retirada de tropas israelenses do Líbano e apoio às Forças Armadas Libanesas

Imagem colorida mostra assinatura de acordo entre EUA, Israel e Líbano - Metrópoles
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  • Estados Unidos, Israel e Líbano assinam acordo trilateral em Washington para buscar a paz, prevendo a desmilitarização do Hezbollah, a retirada de tropas israelenses do Líbano e a devolução de partes do território às autoridades libanesas, com apoio dos EUA para as Forças Armadas Libanesas.
  • O acordo foi assinado por o chanceler dos EUA, Marco Rubio, pela embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamadeh Moawad, e pelo embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter.
  • Horas após a assinatura, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a retirada de militares israelenses de duas áreas no sul do Líbano, dizendo que a retirada completa depende do desarmamento do Hezbollah.
  • O Hezbollah não participou das negociações e já sinalizou resistência, com Naim Qassem dizendo que a “resistência continuará a existir”.
  • A viabilidade do acordo é questionada, dado o histórico de conflito entre as partes e a escalada após a guerra em Gaza em 2023.

Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram um acordo trilateral com o objetivo de estabilizar o território libanês. A assinatura ocorreu nesta sexta-feira, em Washington, após reuniões entre as partes. O texto prevê medidas para reduzir a tensão e reorganizar a presença militar na região.

Entre os pontos centrais está a desmilitarização do Hezbollah, a retirada de tropas das Forças de Defesa de Israel do Líbano e a transição de partes do território controlado por israelenses para autoridades libanesas. Os Estados Unidos também se comprometeram a apoiar as Forças Armadas Libanesas.

O acordo foi assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pela embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamadeh Moawad, e pelo embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter. Em seguida, Netanyahu anunciou a retirada de militares israelenses de duas áreas no sul do Líbano, ressaltando que a retirada completa depende do desarmamento do Hezbollah.

O Hezbollah contestou o pacto. Logo após a assinatura, o secretário-geral do grupo, Naim Qassem, afirmou que a resistência continuará presente e não deverá aceitar o desarmamento. A declaração indica resistência por parte do movimento xiita.

Crise histórica e regional

As hostilidades entre Israel e Hezbollah se arrastam há décadas e ganharam intensidade após o conflito na Faixa de Gaza em 2023. Em fevereiro deste ano, após ações de EUA e Israel contra o Irã, houve novos ataques de ambos os lados ao longo da fronteira.

Israel respondeu com bombardeios no sul do Líbano e em áreas próximas à capital libanesa. Em abril, uma trégua anunciada no Líbano não foi cumprida pelos dois lados, mantendo a instabilidade na região.

O acordo de paz busca, entre outros aspectos, criar condições para uma redução gradual da presença militar israelense e viabilizar o desarmamento do Hezbollah, conforme as negociações com a cooperação de potências internacionais. As informações indicam que o diálogo permanece contínuo, mas ainda sem garantia de implementação efetiva.

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