- As Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam alvos iranianos no Estreito de Ormuz, incluindo depósitos de mísseis e drones e radares costeiros, em retaliação ao ataque a um cargueiro na véspera.
- O Comando Central dos EUA (Centcom) disse que a agressão iraniana violou o cessar-fogo e prejudicou a liberdade de navegação nesse corredor estratégico.
- O memorando entre Washington e Teerã, assinado na semana passada, proíbe ataques mútuos, e ainda não está claro qual será o impacto dos ataques de sexta-feira.
- A imprensa iraniana afirmou que um projétil atingiu a área próxima a um píer em Sirik, no sul do Irã, citando disparos de advertência contra embarcações no estreito.
- A ONU informou esforços para retirar navios retidos no Golfo desde o início da guerra; até então, cerca de vinte por cento das exportações globais de petróleo e gás passavam por Ormuz, e a operação foi suspensa após o ataque.
Os Estados Unidos bombardearam alvos iranianos na região do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (26), em retaliação ao ataque contra um cargueiro na véspera. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), as bases atingidas incluíram depósitos de mísseis e drones, além de radares costeiros.
O Centcom afirmou que a agressão iraniana contra a navegação comercial violou o cessar-fogo e comprometeu a liberdade de navegação no corredor estratégico do comércio internacional.
O ataque ao cargueiro ocorreu na quinta-feira. O Centcom atribui o ataque a um drone suicida iraniano, enquanto o Irã não assumiu responsabilidade, destacando apenas que embarcações não devem navegar por rotas não autorizadas no estreito.
A imprensa estatal iraniana disse ter observado disparos de advertência contra embarcações infratoras no Estreito de Ormuz, próximos a Sirik, no sul do Irã, após o anúncio dos bombardeios.
A iniciativa ocorre em meio a um memorando de entendimento assinado entre EUA e Irã semana passada, que proíbe ataques mútuos. A ONU vem buscando facilitar a retirada de navios retidos no Golfo desde fevereiro.
Contexto internacional
- A ONU informou esforços para liberar cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo que passam por Ormuz, com impactos no fluxo de comércio global.
- A suspensão temporária de operações da ONU coincidiu com a recuperação do tráfego no estreito após o ataque.
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