- Lagarta processionária do carvalho Thaumetopoea processionea se espalha pela Alemanha; pelos urticantes podem provocar irritação na pele, conjuntivite, problemas respiratórios e, em casos graves, choque anafilático.
- Em Berlim, as infestações cresceram e levaram ao fechamento temporário de parques, instalações esportivas e até escolas.
- Em Jungfernheide, o bairro afetado, as lagartas chegaram a paredes de prédios, carros e bicicletas; em áreas da Brandemburgo houve uso de helicópteros para combater a infestação.
- O combate exige profissionais especializados e roupas de proteção; ninhos são, geralmente, aspirados ou às vezes queimados para reduzir o risco de intoxicação.
- O ciclo ocorre na primavera e verão, com ninhos que contêm até duzentos ovos; a proliferação é favorecida por temperaturas mais amenas e verões quentes, levando a maior presença da lagarta na região.
O que aconteceu: lagartas da espécie Thaumetopoea processionea, conhecida como processionária-do-carvalho, tomaram conta de áreas urbanas na Alemanha. Em Berlim, o problema se agravou com ninhos se espalhando por paredes de prédios, parques e vias públicas.
Quem está envolvido: moradores, autoridades locais de Berlim e especialistas em manejo de florestas. O risco se estende a humanos e animais de estimação, com relatos de irritação cutânea, alergias e, em casos extremos, problemas respiratórios.
Quando e onde aconteceu: no início de junho, Berlim registrou aumento das infestações. Em Jungfernheide, bairro da capital, lagartas chegaram a se espalhar pelas paredes. Em regiões vizinhas de Brandemburgo, helicópteros foram utilizados para combate.
Por quê: especialistas atribuem a expansão às temperaturas mais amenas no inverno e verões mais quentes, que favorecem a reprodução da lagarta. Ainda não há consenso sobre a relação direta com mudanças climáticas, mas o padrão é observado em várias regiões mediterrâneas.
Como o combate ocorre: ninhos são removidos com proteção adequada, geralmente por profissionais. Em alguns casos, houve uso de aspiradores ou queima controlada, sempre com equipas treinadas para reduzir riscos de intoxicação.
Dimensão do problema: os pelos urticantes podem causar erupções, tonturas, febre e dificuldade respiratória. Animais domésticos expostos às toxinas também correm risco de danos graves.
Medidas públicas: autoridades de Berlim relataram necessidade de apoio financeiro para manter ações de combate. Em regiões administrativas da Alemanha, a vigilância de ninhos e o monitoramento ambiental são intensificados.
Impacto ambiental: além do risco à saúde, as lagartas atacam árvores, com prejuízos à arborização urbana. O manejo in loco exige cuidado para evitar impactos sobre abelhas e outros insetos benéficos.
Perspectivas: especialistas ressaltam a importância de evitar o contato direto com os pelos e reforçam a necessidade de proteção adequada ao lidar com ninhos. A vigilância continua para evitar novas surtos.
Ameaça à saúde pública e medidas de proteção
As autoridades lembram que a exposição pode causar reações alérgicas e problemas respiratórios. Pessoas devem evitar tocar nos pelos e buscar atendimento médico em caso de irritação persistente. Recomenda-se uso de roupas protetoras ao realizar remoção de ninhos.
Monitoramento e próximos passos
O monitoramento de ninhos continua em Berlim e áreas vizinhas. Técnicos avaliam estratégias sem pesticidas para proteger abelhas e outros insetos. O objetivo é conter a infestação com intervenções seguras e eficientes.
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