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Tragédia na Venezuela deixa quase 1.000 mortos e evidencia crise estrutural

Terremotos na Venezuela deixam pelo menos 920 mortos e mais de 3 mil feridos, ampliando a crise de infraestrutura sob sanções e governo instável

Edifícios destruídos após os terremotos na Venezuela
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  • Dois terremotos na quarta-feira (24/6) deixaram pelo menos 920 mortos e mais de 3.000 feridos, segundo balanço divulgado na sexta-feira (26/6).
  • A Venezuela é governada pela vice-presidente Delcy Rodríguez desde a captura de Nicolás Maduro, e ela pediu união nacional ao anunciar estado de emergência.
  • A infraestrutura do país está deteriorada há anos por má gestão, sanções dos Estados Unidos e escassez, com o colapso da indústria de cimento prejudicando reparos em moradias.
  • A comunicação oficial enfrentou dificuldades, com interrupção de vias e fechamento de veículos de imprensa independentes, além de mudanças em ministérios com perfil técnico.
  • Rodríguez relatou recebimento de ajuda de governos estrangeiros, incluindo Estados Unidos, República Dominicana, El Salvador e Chile, destacando abertura para assistência humanitária.

O número de vítimas dos dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24/6) continua a subir. Nesta sexta (26/6), foram confirmadas pelo menos 920 mortes e mais de 3.000 feridos. O desastre natural agravou a crise já vigente no país, com impactos severos na infraestrutura.

O governo venezuelano informou que a presidente interina Delcy Rodríguez comandou a resposta às chuvas e abalos, ainda sem dados completos sobre as áreas mais afetadas. Ela pediu união entre apoiadores e opositores do regime, em meio a um cenário de intensidade de comunicação restrita.

Delcy Rodríguez apareceu em cadeia estatal para falar à população mais de duas horas após os tremores, cercada por aliados próximos. Entre eles estavam o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que assumiu interinamente a presidência após a captura de Maduro, e o ministro do Interior, Diosdado Cabello.

O país declarou estado de emergência e designou o general Juan Ernesto Sulbarán, comandante da Guarda Nacional, para coordenar a resposta. Tradicionalmente, altos cargos militares ocuparam funções estratégicas no governo venezuelano, inclusive em ministérios-chave.

Rodríguez reconheceu dificuldades na infraestrutura, citando escassez de materiais como cimento. A indústria estatal de construção, nacionalizada há anos, deixou de sustentar reparos necessários em muitas moradias, contribuindo para riscos estruturais em imóveis.

Em meio às limitações de comunicação, autoridades destacaram a necessidade de coordenação com ajuda humanitária internacional. Rodríguez mencionou contatos com governos estrangeiros, incluindo Estados Unidos, República Dominicana, El Salvador e Chile, sinalizando abertura a cooperação externa para enfrentar a crise.

A presidente também ressaltou que a solidariedade entre os povos é a principal resposta diante da devastação, sem entrar em avaliações conclusivas sobre responsabilidades. O foco permanece na assistência às vítimas, no rescaldo dos abalos e na resposta emergencial a curto prazo.

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