- O Tribunal de Justiça de Paris ordenou que TotalEnergies revise seu plano de vigilância para incluir as emissões de Escopo 3, que abrangem emissões indiretas ligadas ao uso de seus produtos.
- A decisão, anunciada em 25 de junho, exige medidas para mitigar as emissões de gases de efeito estufa associadas a essas atividades.
- A ação foi movida em 2020 por Notre Affaire à Tous, Sherpa, Zéa e France Nature Environnement, junto com a cidade de Paris; o caso foi ouvido em janeiro de 2026.
- O tribunal adiou considerações sobre reivindicações mais amplas de alinhamento com o Acordo de Paris e de redução das atividades de combustíveis fósseis, limitando-se a avaliar as etapas da empresa para cumprir a ordem.
- TotalEnergies deve pagar 20.000 euros em custas a cada requerente; uma nova audiência foi marcada para 21 de janeiro de 2027.
Um tribunal francês ordenou à TotalEnergies revisar seu plano de vigilância para incluir riscos climáticos e emissões indiretas do Escopo 3. A decisão exige que a empresa considere as emissões geradas pelo uso de seus produtos e outras atividades associadas, além de medidas de mitigação.
A determinação foi proferida pela Corte Judicial de Paris no dia 25 de junho. O caso envolve organizações da sociedade civil, o município de Paris e a própria TotalEnergies, após ação iniciada em 2020.
Os demandantes são Notre Affaire à Tous, Sherpa, Zéa, France Nature Environnement e a cidade de Paris. A audiência ocorreu em janeiro de 2026, segundo o processo, com foco inicial na obrigatoriedade de aperfeiçoar o plano de vigilância.
Decisões e desdobramentos
A corte deixou em suspenso questões mais amplas solicitadas pelas partes, como alinhamento da estratégia de negócios com o Acordo de Paris e redução mais agressiva de atividades de petróleo e gás. A avaliação passa a depender das mudanças efetivas no plano de vigilância.
Além disso, a Justiça determinou o pagamento de 20 mil euros em custos legais a cada um dos demandantes, com nova oitiva marcada para 21 de janeiro de 2027. A decisão não proíbe a empresa de novos projetos, apenas exige ajustes no plano vigente.
Reação da TotalEnergies
A empresa afirmou que a decisão não acolheu as reivindicações para impedir novos projetos ou reduzir a produção, destacando que a redução de emissões também depende de escolhas dos consumidores, como veículos elétricos e aquecedores econômicos.
A direção ressaltou que o efeito das emissões indiretas depende de uso responsável de seus produtos. O tribunal disse que aguardará o aprimoramento do plano para interpretar as próximas medidas.
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