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Vídeo mostra onda gigante atingindo porto no Japão, e não na Venezuela

Vídeo é antigo e mostra o porto de Kuji, no Japão, em 2011; boato de tsunami na Venezuela é falso; saldo oficial registra 589 mortos e 2.980 feridos

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  • Vídeo que circula como se fosse recente mostra um porto na Venezuela prestes a ser atingido por tsunami após dois terremotos na noite de 24 de junho — é enganoso.
  • O Estadão Verifica constatou que o vídeo não é atual nem foi gravado na Venezuela; ele mostra o porto de Kuji, no Japão, em março de 2011, após o terremoto de magnitude 9,0.
  • Governo da Venezuela afirmou não haver alerta de tsunami em nenhuma região do país e classificou a divulgação do boato como inescrupulosa.
  • O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello Rondón, disse que não há nenhum alerta de tsunami no país.
  • Novo balanço oficial divulgado na sexta-feira aponta 589 mortos e 2.980 feridos; checagem feita pelo Fato ou Fake e pelo Observatorio Venezolano de Fake News.

Um vídeo que circula nas redes mostra suposto incêndio de um porto venezuelano com onda gigante, atribuído a um tsunami após dois terremotos na noite de 24 de junho. A peça viral não é recente nem registrada na Venezuela.

O material, porém, é enganoso. Análises indicam que as imagens correspondem a março de 2011 no porto japonês de Kuji, durante o terremoto de magnitude 9,0 que atingiu o Japão e provocou séries de tsunamis. Não houve registro oficial de alerta de tsunami na Venezuela.

Além do conteúdo visual malicioso, o governo venezuelano negou qualquer risco de tsunami. O ministro do Interior afirmou que não há alerta em nenhuma região do país e chamou de inescrupulosas as pessoas que difundiram a notícia falsa.

Veracidade do vídeo

O Governo da Venezuela atualizou, na sexta-feira, o balanço oficial da catástrofe. Segundo as novas informações, 589 pessoas morreram e 2.980 ficaram feridas.

A checagem do material foi feita pelo Estadão Verifica, pelo Fato ou Fake do g1 e pelo Observatorio Venezolano de Fake News, que confirmaram a natureza antiga do vídeo e a ausência de registro de tsunami no país. As fontes destacam a necessidade de verificação antes de compartilhar conteúdos sensacionalistas.

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