- Em resposta ao ataque com drone no cargueiro M/V Ever Lovely, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou ataques no Irã neste sábado, dizendo que foram em retaliação à agressão contínua contra o tráfego comercial.
- Os ataques visaram infraestrutura de vigilância militar iraniana, sistemas de comunicação, sítios de defesa aérea, instalações de armazenamento de drones e capacidades de lançamento de minas.
- Os ataques de sexta-feira levaram o Pentágono a dizer que manteria o esforço para impor o cessar-fogo com o Irã, mesmo com divergências sobre o programa nuclear e outras questões.
- Segundo o Centcom, o Irã foi responsável pelo ataque com drone de hoje de madrugada ao MT Kiku, após o ataque anterior ao M/V Ever Lovely.
- O Centcom afirma que as transações comerciais através do Estreito de Hormuz continuam, com as forças dos EUA em alerta, letais e prontas.
O Exército dos EUA informou ter atacado multiple alvos no Irã em retaliação a ataques realizados na véspera, em resposta a um ataque com drone contra um cargueiro no estreito de Hormuz. Os bombardeios foram afirmados pela Centcom como resposta à “agressão contínua” contra navios comerciais.
Segundo a Centcom, os ataques na sexta-feira foram seguidos por novas ações no sábado, com o objetivo de neutralizar infraestrutura militar iraniana associada à vigilância, comunicações, defesa aérea, armazenamento de drones e capacidades de minas marinhas. As informações foram divulgadas pela instituição em nota oficial.
A Centcom explicou que o ataque ocorreu após um drone iraniano atingir o M/T Kiku, um petroleiro com bandeira panamenha, no início da manhã, perto do estreito de Hormuz. A embarcação transportava mais de dois milhões de barris de petróleo, segundo a linha de comunicação militar.
Ainda de acordo com a Centcom, os navios comerciais continuam a transitar pelo estreito e as forças dos EUA permanecem atentas e prontas para agir. A declaração reforçou a continuidade das operações de vigilância e resposta a incidentes na região.
O episódio acontece em meio a tensões persistentes sobre o programa nuclear do Irã, a gestão de tráfego no estreito de Hormuz e o desenvolvimento do arsenal de mísseis balísticos, temas que seguem sem resolução definitiva entre as partes envolvidas.
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