- Vanessa Zacarias da Silva, 44 anos, ex-moradora do Distrito Federal, morreu no terremoto na Venezuela; estava a caminho de uma clínica em Camuribe, La Guaira, quando não resistiu.
- A família busca informações sobre o resgate do corpo e o traslado para o Brasil, citando dificuldades para contato com o consulado e o Itamaraty.
- O Itamaraty informou que o traslado de restos mortais no exterior ocorre apenas em situações excepcionalíssimas e motivadas, oferecendo orientações gerais aos familiares e apoio na expedição de documentos.
- O Brasil enviou avião com equipes de apoio às operações de socorro, com previsão de hospital de campanha, em resposta à tragédia.
- A mobilização internacional envolve pelo menos 17 países, com cerca de mil profissionais de resgate já em atuação e esforços para acelerar a localização de vítimas e assistência médica.
O caso envolve a brasileira Vanessa Zacarias da Silva, 44 anos, ex-moradora do Distrito Federal, que faleceu no terremoto que atingiu a Venezuela na noite de quarta-feira. A família busca informações sobre o local do corpo e o traslado para o Brasil, sem novidades até a noite de sexta-feira (26/7). Vanessa havia sido levada a uma clínica em Camuribe, La Guaira, mas não resistiu aos ferimentos.
A família relata dificuldades para obter informações oficiais sobre o paradeiro do corpo e os próximos passos da repatriação. O irmão, Thiago Nogueira, afirma que não houve retorno do consulado nem do Itamaraty e que as comunicações entre Caracas e La Guaira começaram a ser restabelecidas, com ajuda inicial chegando por via terrestre.
Vanessa morava na Venezuela há dois meses, com o namorado, após deixar o Brasil. Mesmo adaptada, mantinha forte ligação com o país natal e desejava retornar ao Brasil, segundo o irmão. Ela costumava visitar o conjunto habitacional no Gama, onde tinha familiares próximos.
Operação de resgate e repatriação
O Itamaraty informou ao Correio que não divulga informações pessoais e não detalha o resgate do corpo. Em nota, o ministério destacou que, em casos de falecimento no exterior, as embaixadas podem orientar familiares, apoiar contatos com autoridades locais e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, conforme os trâmites locais.
O Brasil enviou ontem uma aeronave com equipes de apoio às operações de socorro, conforme anúncio do MIDR. A missão inclui bombeiros especializados em resgates, agentes da Sedec e técnicos da Anatel, além de cães farejadores. A aeronave partiu de Guarulhos com destino a Caracas e há expectativa de chegar hoje um hospital de campanha.
O governo brasileiro manteve contato entre o ministro das Relações Exteriores e o chanceler venezuelano, assegurando solidariedade e anunciando cooperação humanitária para a resposta à emergência. A operação envolve cooperação entre órgãos de proteção civil, resgate e telecomunicações.
Contexto internacional
Até a noite de ontem, equipes de pelo menos 17 países se mobilizavam para buscar sobreviventes, segundo a ONU. A brigada internacional já conta com mais de mil profissionais em atuação, com apoio de voluntários de diversas nações. Organizações internacionais destacam a importância de acesso rápido às áreas atingidas.
Entre as vítimas estrangeiras, constam cidadãos de Portugal, Espanha, Itália, China e outros países, conforme informações de suas respectivas chancelerias. O episódio ressalta a dimensão internacional da resposta humanitária diante de desastres de grande escala.
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