- O Irã afirmou ter atingido alvos ligados às forças dos Estados Unidos em retaliação aos ataques aéreos dos EUA contra sua costa sul na véspera.
- Teerã descreveu as ações como defensivas e disse que os ataques violam a Carta das Nações Unidas e o memorando de entendimento para encerrar o conflito, assinado em 17 de junho.
- O Bahrein condenou o que chamou de ataque de drone iraniano ao seu território e afirmou que é violação de soberania, reservando-se o direito de se defender.
- O Comando Central dos EUA informou ter atacado depósitos de mísseis e drones iranianos e estações de radar costeiras em resposta aos ataques, apontando violação do cessar-fogo.
- Um navio-tanque foi atingido por projétil não identificado no estreito de Ormuz, levando à suspensão da evacuação marítima organizada pela Organização Marítima Internacional.
O Irã afirmou neste sábado que atingiu alvos ligados às forças dos Estados Unidos em retaliação aos ataques aéreos contra sua costa sul na véspera. O anúncio acontece após o militar norte-americano ter bombardeado infraestrutura iraniana, em resposta ao ataque a um navio no estreito de Ormuz.
Segundo o Irã, as ações foram classificadas como defensivas e ocorreram em resposta aos ataques aéreos dos EUA contra instalações de vigilância costeira. O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que tais ações violaram a Carta das Nações Unidas e violaram o cessar-fogo firmado entre as partes.
O Bahrein, onde há presença de tropas da Marinha dos EUA, condenou o suposto ataque de drone ao território, classificando-o como violação de soberania e advertindo sobre medidas de defesa. O país afirma manter o direito de se defender.
Também neste sábado, um navio-tanque foi atingido por projétil não identificado no estreito de Ormuz, conforme a organização Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. A natureza do ataque não foi detalhada pela organização.
No dia anterior, o Comando Central dos EUA informou ter realizado ataques contra alvos iranianos, em resposta ao que descreveu como ataque a um navio comercial, o M/V Ever Lovely, que transportava bandeira de Cingapura. O incidente ocorreu no estreito de Ormuz, durante a passagem do navio.
Segundo o Centcom, o ataque iraniano violou claramente o cessar-fogo acordado entre as partes e prejudicou a liberdade de navegação no comércio internacional. O episódio também provocou a suspensão da operação de evacuação de marinheiros retidos, organizada pela Organização Marítima Internacional.
O cessar-fogo, anunciado em 7 de abril, já havia sido violado diversas vezes desde então. Conversas para encerrar o conflito haviam ocorrido, mas ainda não houve um anúncio oficial de fim da guerra. Movimentos diplomáticos seguem para reduzir tensões na região.
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