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Israel ataca Líbano um dia após acordo mediado pelos EUA

Israel ataca Nabatieh no sul do Líbano um dia após acordo mediado pelos EUA, que prevê paz duradoura e retirada gradual de tropas

Tanque israelense circula por área no sul do Líbano. (Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI)
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  • O Exército de Israel realizou novos bombardeios na região de Nabatieh, no sul do Líbano, um dia após a assinatura de um acordo-quadro mediado pelos EUA entre Israel e Líbano.
  • O alvo, segundo as Forças de Defesa de Israel, seria um suposto “terrorista” que representaria ameaça aos militares israelenses; a NNA libanesa informou apenas que um drone atingiu Nabatieh al-Fawqa, sem detalhes sobre vítimas.
  • O acordo prevê, no seu artigo sete, que Israel e Líbano podem exercer o “direito inerente à autodefesa” e cita um anexo de segurança não divulgado sobre avanço gradual libanês no sul do país e retirada israelense.
  • O líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo como “humilhação” e “renúncia à soberania”, dizendo que não tem validade.
  • Qassem afirmou que o Hezbollah continuará atuando para que Israel se retire do Líbano, mantendo pressão até cumprir o entendimento.

O Exército de Israel realizou novos bombardeios neste sábado na região de Nabatieh, no sul do Líbano, um dia após a assinatura de um acordo-quadro mediado pelos EUA em Washington. O texto prevê paz e segurança duradouras entre os dois países, segundo a declaração israelense.

A ofensiva mira suposto alvo considerado terrorista que representaria ameaça a militares de Israel, informou a defesa israelense. A agência libanesa NNA afirmou que um drone israelense atingiu Nabatieh al-Fawqa, sem detalhar vítimas ou feridos.

O acordo assinado na véspera estabelece no artigo 7º o direito de autodefesa de ambos os países. Também menciona um anexo de segurança não divulgado, prevendo avanço gradual das Forças Armadas Libanesas no sul, abrindo caminho para retirada gradual das tropas israelenses da região.

Contexto do acordo

Nessa moldura, as partes sinalizam buscar condições para reduzir hostilidades na fronteira sul. O texto evidencia cooperação em nível de segurança e define marcos para eventual reorganização de presença militar na zona.

A resposta internacional, com a mediação dos EUA, envolve compromissos de ambas as partes para evitar múltiplos conflitos na fronteira. O acordo é apresentado como base para estabilidade regional conforme as partes envolvidas.

Reação do Hezbollah

Naim Qassem, líder do Hezbollah, qualificou o acordo como humilhação e renúncia de soberania, alegando invalidade do texto. Ele afirmou que o grupo seguirá atuando para pressionar o cumprimento do entendimento.

Qassem indicou que os militantes continuariam mobilizados para buscar a retirada israelense do Líbano, citando ações por meio de pressões internacionais e regionais. A declaração coloca o Hezbollah em posição de oposição ao acordo.

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