- Países membros do acordo, Líbano, Israel e Estados Unidos, anunciaram um acordo para encerrar o conflito com o Hezbollah, que já deixou mais de mil libaneses deslocados segundo autoridades locais.
- O texto prevê um “projeto-piloto” em que forças libanesas assumem o controle de duas áreas ocupadas por Israel e o desarmamento do Hezbollah.
- Israel afirma que o acordo cria uma zona de segurança e busca retirada gradual do Líbano; o Líbano vê o tratado como caminho para a saída de tropas israelenses.
- Hezbollah não participa das negociações e diz que não reconhece o acordo, garantindo resistência e manutenção de suas armas.
- O acordo prevê apoio internacional, com grupo de trabalho militar supervisionado pelos Estados Unidos, ajuda humanitária de cem milhões de dólares e reembolso de trinta milhões ao Exército libanês.
Israel, Líbano e Estados Unidos fecharam nesta sexta-feira um acordo para encerrar o conflito com o Hezbollah, que começou em março e provocou deslocamentos de milhares de libaneses. O texto prevê um projeto-piloto com áreas sob responsabilidade libanesa e o desarmamento da milícia; o Hezbollah afirma resistir.
O acordo estabelece que as Forças Armadas Libanesas assumam controle de duas zonas que hoje estão sob ocupação de Israel, em um processo de desarmamento do Hezbollah e de restauração da soberania libanesa. O objetivo é encerrar o conflito e iniciar a retirada gradual de tropas israelenses do território do Líbano.
O texto foi divulgado pelo governo dos EUA, com participação de Israel e Líbano. Netanyahu destacou a assinatura como um avanço estratégico, citando uma zona de segurança no sul do Líbano. Autoridades libanesas veem o acordo como passo para a retirada definitiva de tropas israelenses.
Pelo acordo, as LAF devem retomar autoridade de segurança em duas zonas piloto ao sul do rio Litani e ao norte. Civis libaneses devem retornar com segurança, com apoio internacional para reconstrução. Um grupo de trabalho militar norteado pelos EUA acompanhará a implementação.
O texto também prevê desarmamento verificado de grupos armados não estatais e o desmantelamento de infraestrutura associada, especialmente ligada ao Hezbollah. Espera-se que as Forças de Defesa de Israel se retirem progressivamente do território libanês.
O governo israelense indicou que a retirada depende da entrega de armas pelo Hezbollah. Netanyahu divulgou um vídeo reiterando que o país não deixará o Líbano até que o Hezbollah permaneça desarmado. O acordo mantém a posição de Israel sobre segurança regional.
O Hezbollah, que não participou das negociações, afirmou por meio de redes sociais que não está sujeito aos termos do acordo. Líderes do grupo insistem na resistência e afirmam que as próprias forças devem deixar de forma condicionada o território libanês.
O Líbano reafirmou o compromisso com a soberania plena, o monopólio do uso da força pelo Estado e o desarmamento completo de grupos armados. O país pediu apoio internacional, especialmente dos parceiros árabes liderados pelos EUA, para cumprir os objetivos.
Segundo autoridades libanesas, o conflito resultou em mais de 4,2 mil mortos desde o início das hostilidades em março. A ofensiva israelense também provocou danos consideráveis a infraestruturas e deslocamentos no país.
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